Hoje celebra-se o Dia da Espiga

Hoje celebra-se o Dia da Espiga

Em Portugal, o Dia da Espiga (celebrado na quinta-feira da Ascensão) é uma tradição profundamente enraizada na ligação à terra e aos ciclos da natureza, especialmente nas zonas rurais. Neste dia, é costume comprar ou oferecer um ramo — o ramo da espiga — que reúne vários elementos do campo, cada um com um significado simbólico:

Espiga de trigo: simboliza o pão, o sustento e a abundância.
Malmequer: representa o ouro e a riqueza.
Papoila: evoca o amor e a vida.
Oliveira: traz a paz e a luz.
Videira: simboliza a alegria e o vinho.
Alecrim: significa saúde e força.

Este ramo, tradicionalmente, é guardado em casa até ao ano seguinte, como sinal de proteção, esperança e gratidão pela fertilidade da terra.

Independentemente das convicções religiosas, o Dia da Espiga convida à contemplação da natureza, à gratidão pelos frutos do trabalho humano e à celebração dos ciclos da vida.

Como lembra o Papa Francisco na encíclica Laudato Si’ (2015):

«A contemplação da criação permite-nos descobrir, em cada coisa, um ensinamento que Deus nos quer transmitir, porque “para o crente, contemplar o mundo é ver nele um projeto de amor que nos precede e convoca”. […] O mundo é algo mais do que um problema a resolver; é um mistério jubiloso que contemplamos com jubilosa gratidão. […] São João da Cruz ensinava que tudo o que há de bom nas criaturas e de modo particular nas belezas do mundo, é como “uma carícia de Deus”.»

Cuidado com o “Amor Perfeito”

Cuidado com o “Amor Perfeito”

«A Alegria do Amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja.» Estas são as primeiras palavras da exortação apostólica Amoris Laetitia escrita pelo “nosso” Papa Francisco e apresentada no ano 2016, em pleno Jubileu extraordinário da Misericórdia. Será uma coincidência que uma exortação apostólica sobre a Alegria trazida pelo Amor na família seja apresentada num tempo favorável de vivência da Misericórdia ou haverá algo mais profundo que une estas duas realidades?

Como em tantos outros aspetos durante o seu pontificado, o que o Papa Francisco nos “oferece” na exortação apostólica Amoris Laetitia é a certeza de que as revoluções que mais importam – as do coração – não usam de força nem da violência. Estas não gritam nem se exibem, mas fazem-se de dentro para fora e por meio da ternura e do acolhimento. Neste documento, Francisco fala-nos de como o Amor vivido nas famílias faz destas pequenas “células da sociedade” autênticos agentes de mudança. Uma mudança que poderá transformar a Igreja numa Igreja Renovada, aberta a todos e «em saída», que atua e constrói (n)o Mundo e faz dele uma verdadeira «Casa Comum», onde não há espaço para sobrantes nem descartados, mas onde todos têm o seu lugar.

Nesta encíclica, o Papa Francisco descreve a situação atual das famílias, relembra alguns aspetos da doutrina da Igreja sobre o matrimónio e a família, fala-nos sobre o Amor conjugal e na família, aponta-nos o plano de Deus materializado em caminhos pastorais que poderão levar à construção de famílias fecundas e, por fim, lança um olhar misericordioso e convida ao discernimento face a situações que «(…) não correspondem plenamente ao que o Senhor nos propõe» (cf. Amoris Laetitia, n.º 6). O que mais nos impressiona é que a Misericórdia atravessa todas as páginas desta encíclica. Nela, o Papa Francisco consegue “olhar” para a realidade concreta das famílias de hoje sem a ignorar ou “mascarar”, mas também sem a diminuir e reconhecendo as suas potencialidades. Para além desta descrição da realidade, Francisco fala-nos do plano de Deus para a família e apresenta-o como horizonte e meta e nunca como “espartilho moral” que sufoca. Mais do que sublinhar a distância entre a realidade e o projeto de Deus, Francisco enaltece a aproximação que pode ser feita entre os dois.

A propósito desta forma misericordiosa de olhar, partilhamos um aspeto que nos marcou na leitura da Amoris Laetitia e que, de alguma forma, molda a nossa vivência em casal e em família. Poderíamos chamar-lhe «cuidado com o amor perfeito!».

Pois bem, se no início de uma relação, há “borboletas na barriga” porque tudo o que estamos a viver é novo e estamos em plena fase de paixão, à medida que o tempo passa, o relacionamento vai transformando-se, e o “entusiasmo inicial” constante vai esmorecendo. Isto é necessariamente mau? Achamos que não! Assim como qualquer organismo vivo, também uma relação amorosa muda. Porque a realidade e as circunstâncias mudam (exemplo: convivência conjunta; chegada dos filhos; alterações profissionais; o estado de saúde, …), e apesar de, na essência, sermos as mesmas pessoas, a relação vai acompanhando esta dinâmica. Se as “borboletas na barriga” desaparecem? Não! Apenas não acontecem a “toda a hora”. No entanto, é importante continuar a cultivar momentos «a dois» para, no meio da rotina, não nos “perdermos” um do outro e recordarmos o que nos uniu e continua a unir.

Com o passar dos anos e mantendo vivos o diálogo e o cuidado do outro, constroem-se novos sentimentos como o companheirismo e a sensação de paz e estabilidade. Tudo isto é muito pouco romântico, à partida, e diametralmente diferente do que a publicidade apregoa sobre o amor. No entanto, também aqui, somos convidados, mais uma vez, a olhar com Misericórdia:

«(…) É mais saudável aceitar com realismo os limites, os desafios e as imperfeições, e dar ouvidos ao apelo para crescer juntos, fazer amadurecer o amor e cultivar a solidez da união, suceda o que suceder». (cf. Amoris Laetitia, n.º 135).

Porque, no fundo:

«O amor de amizade unifica todos os aspetos da vida matrimonial e ajuda os membros da família a avançarem em todas as suas fases. Por isso, os gestos que exprimem este amor devem ser constantemente cultivados, sem mesquinhez, cheios de palavras generosas.» (cf. Amoris Laetitia, n.º 133).

A Amoris Laetitia reforça a convicção de que mais do que “famílias exemplares” com pessoas e relações “perfeitas”, precisamos (nós, a Igreja e o Mundo) de famílias cujos membros se olhem com Misericórdia. Assim, descobrimos que a verdadeira Alegria do Amor na família é sabermo-nos acolhidos porque somos continuamente alvo de Misericórdia.

Daniela e Nuno Pássaro

“Ser Maria” é pesado!

“Ser Maria” é pesado!

Nascida em Portugal numa família de Marias, claramente que a milésima geração desta família teria de ser Maria também! Cinco letras pesadíssimas e cada uma com a sua responsabilidade de fazer sentir à portadora deste nome quão importante é “Ser Maria”.

A verdade é que sempre quis ser Carlota. E é verdade também, ou pelo menos assim diz a minha mãe Maria Teresa, que quase o fui. Diz também minha mãe que sentiu que Carlota ou Maria Carlota não seria o ideal, sendo que cada vez que alguma Maria tem um segundo nome toda a gente opta por lhe chamar o outro que não é, claro está, Maria. Foi então que fiquei Maria. Simplesmente Maria. Sem segundo nome ou oportunidade para alcunhas. Foi pesado.

Todos sabem que a Margaridas chamamos “Megui” e que a Carolinas chamamos “Carol”, mas Maria não dá abébias. “Mary” is to english e a avó não consegue dizer. “Mari” é partilhado pelas Marianas e Maria merece título individual. “Riri” é estranho e faz-me comichão. E podíamos ficar aqui a falar sobre as mais diversas possibilidades de alcunhas, mas a verdade é que depois de tantos anos conformei-me com ser Maria. Simplesmente Maria. E com essa conformidade vem a consciência de que não sou simplesmente Maria. “Ser Maria” é ter a vontade de Mudar o mundo. “Ser Maria” é Amar intensamente. “Ser Maria” é Rir e sorrir. “Ser Maria” é Iluminar mesmo quando tudo parece ser noite. “Ser Maria” é acreditar.

E de repente “Ser Maria” já não parece fácil e banal. É pesado! Mas não em jeito de peso ou quilogramas, antes em linguagem corriqueira, pesado de “cool” sabem?

Hoje se me perguntarem o nome respondo sempre “Maria” e como sempre recebo um “Maria quê?”.

Sorrio.

“Simplesmente Maria.”

Maria, na história de Portugal e da Igreja

Maria, na história de Portugal e da Igreja

Ao falarmos de Maria, estamos a falar daquela que foi a portadora da Salvação, a “Theotokos”, ou seja, a mãe de Deus. É nela que ressalta a alegria do Evangelho, é nela que o Verbo se fez carne e habitou entre nós.

Assim, é importante falarmos dela e da sua relevância, quer no âmbito histórico (de Portugal e da Igreja), quer de um ponto de vista litúrgico. Só assim poderemos, verdadeiramente, aferir da importância que Nossa Senhora tem para nós e para o modo como nós a celebramos, estimamos e valorizamos.

 

Na história de Portugal

Embora o culto mariano seja de antiga tradição em Portugal, há momentos que, ao falarmos deste assunto, importa relevar sobremaneira.

A primeira grande referência é a da promessa feita por D. João I (à data Mestre de Avis) a Maria dizendo que ia erigir um mosteiro em seu nome caso o exército português saísse vencedor. Ora, como sabemos, a Batalha de Aljubarrota foi ganha pelos portugueses e, portanto, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Mosteiro da Batalha) foi erigido.

Outro episódio importante da história portuguesa relacionado com Maria deve-se ao facto de a Dinastia de Bragança não usar coroa. Isto acontece, sobretudo, porque D. João IV coroou Nossa Senhora como Rainha de Portugal e “protetora da coroa” após a Restauração. Daqui decorre que os reis portugueses não mais usassem coroa até 1910, ou seja, até ao fim da monarquia.
Acabada a monarquia seguiu-se o período da Primeira República, regime marcado pelo signo anticlerical e, concretamente, com a perseguição à Igreja. O que poderia ter vindo alterar a “relação” portuguesa com Maria foi interrompido, pois em 1917 numa pequena aldeia perto de Ourém, três pastorinhos afirmaram ter visto uma “Senhora mais brilhante do que o Sol” – começava assim a história de Fátima. Por aquela altura, a relação dos portugueses com o culto mariano atingiu níveis, diria, estratosféricos. Afinal, para um regime que era contra a Igreja, com uma população maioritariamente católica, existirem visões (erradamente chamadas aparições) da “Mãe de Deus” fez com que este acontecimento se tornasse não apenas facto religioso, mas também social e político. Aliado a isto, num país que tinha jovens a morrer na Flandres nas batalhas da Primeira Guerra Mundial, a mensagem de Fátima que nos mandava rezar pelo fim da guerra – isto deixa-nos perceber a importância deste acontecimento para o Portugal do primeiro quartel do século XX. Esta relação perdura em Portugal e no mundo e conta com a peregrinação de sucessivos Papas: desde PauIo VI a Francisco todos cá vieram.

 

Na história da Igreja

Falar de Nossa Senhora e não falar da sua história na Igreja é sobejamente reduzido. Assim, para podermos falar deste tema temos de começar por falar da Igreja primitiva, em Jerusalém, no século V. Lá terá começado este culto, por isso podemos apelidar a Cidade Santa como “berço litúrgico do louvor de Maria”[1]. Nela já se celebrava o dia 15 de Agosto, à época chamada festa da “Dormição de Maria”, juntamente com outras cinco festas, a saber: Nascimento de Maria (5/9), Apresentação no Templo (21/11), Parabéns à Virgem por dar à Luz o seu Filho (26/12), o Encontro com Simeão (2/2) e, por fim, a Anunciação (25/3)[2]. Com este fervor litúrgico, não é difícil adivinhar que o culto se tenha espalhado de Jerusalém por todo o Oriente, influenciando Roma, como veremos de seguida.

Em Roma existia também um culto mariano, paralelo ao de Jerusalém, sendo visível já nas celebrações, sobretudo na Oração Eucarística. Porém, é com o Concílio de Éfeso (em 431) que se fundem as tradições orientais e ocidentais, o que acontece até hoje, e é visível na piedade Católica.

A importância deste concílio foi tal que, quando terminou, o Papa Sisto III mandou erigir a terceira das basílicas papais – Santa Maria Maior, onde está o ícone Salus Populi Romani e, mais recentemente, onde está sepultado o Papa Francisco.
Juntamente com a influência de Jerusalém surgiram, no calendário litúrgico, quatro festas: Santa Maria Mãe de Deus (1/1), Purificação de Maria (2/2), Anunciação (25/3) e o Nascimento de Maria (8/9). A única que ficou excluída do culto romano foi a Apresentação de Maria no Templo.[3]

Com isto, no avançar dos séculos, muito poderíamos dizer sobre as festas de Nossa Senhora, pelo que importa ressaltar algumas delas. Na Idade Média a Visitação; nos século XVII e XVII com as festas de Nossa Senhora das Mercês e de Nossa Senhora do Monte Carmelo; no século XIX com as aparições de Lourdes, entre uma miríade de outras festas que poderíamos referir. Assim, este culto foi evoluindo e sendo alargado até à segunda metade do século XX no Concílio Vaticano II, que de seguida abordaremos.

 

 Concílio Vaticano II

Falar do Concílio Vaticano II é falar da revolução que devolveu a centralidade do culto eucarístico, como foco da piedade cristã. Este radicalismo (da origem da palavra raiz), ou seja, ir à fonte litúrgica, veio colocar Maria em destaque, sendo referida como “Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus”. Com isto, assistimos à supressão de três memórias (Dores, Santíssimo Nome e Mercês) e duas festas passaram a ser consideradas do Senhor (Anunciação e Apresentação de Jesus no Templo). Deu-se lugar, ainda, à reorganização das festas de acordo com a sua importância[4].

Para além disso, assistimos ao surgimento do lecionário das festas de Maria, que procedeu à reorganização das respetivas leituras. É, ainda, importante referir as orações das festas marianas alteradas para introduzir referências e elementos de louvor e pedidos de intercessão da Virgem[5].

Por fim, para rematar esta reforma, S. Paulo VI, na Exortação Apostólica Marialis Cultus, indica que Maria é modelo da Igreja em variadas dimensões, como, por exemplo: oração, saber ouvir, ser mãe, ser oferente, mestra de vida espiritual e, por fim, imagem da própria Igreja.[6]

Concluindo, é importante lembrar, como diz D. José Cordeiro, que “o Ano Litúrgico celebra sempre o mesmo, isto é, o único mistério pascal de Cristo”[7]. Por isso, é importante termos sempre presente que o culto mariano não deve, melhor, não pode ser transformado em adoração, mas em veneração que exalte a dimensão da “presença permanente” da celebração dos mistérios de Cristo.

Portanto, não nos podemos nunca esquecer do que nos diz Santo Ambrósio:

“Maria é o Templo de Deus, não o Deus no Templo. Por isso só aquele que fez maravilhas no templo é digno de adoração.”[8]

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[1] A Virgem Maria na Igreja, Secretariado Nacional de Liturgia, pág. 304.
[2] A Virgem Maria na Igreja, Secretariado Nacional de Liturgia, págs. 305 e ss.
[3] A Virgem Maria na Igreja, Secretariado Nacional de Liturgia, págs. 305 a 306.
[4] A Virgem Maria na Igreja, Secretariado Nacional de Liturgia, págs. 310 e ss.
[5] Idem 3.
[6] A Virgem Maria na Igreja, Secretariado Nacional de Liturgia, págs. 352 e ss.
[7] A Virgem Maria na Igreja, Secretariado Nacional de Liturgia, págs. 296 e ss.
[8] A Virgem Maria na Igreja, Secretariado Nacional de Liturgia, págs. 299.

Jovem, informa-te (de borla)!

Jovem, informa-te (de borla)!

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Este programa surge para permitir aos jovens o acesso mais simples a meios de comunicação social, para estimular a literacia mediática e o combate à desinformação entre a população jovem.

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Por Nuno Campos
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BEM-VINDA SEJAS, MARIA!

BEM-VINDA SEJAS, MARIA!

És a Rainha do Céu, mas a tua alegria maior é estar junto a nós, aqui na Terra.
Ao longo de maio, no meio da turbulência, destes dias, vamos sentir-te muito próxima.
Vens ensinar-nos a oferecer hospitalidade àquele acontecimento que nos bate à porta
e que nem sempre somos capazes de aceitar e compreender no imediato,
para, depois, na intimidade, no diálogo com Deus, na respiração da oração,
pacientemente, humildemente, descermos às raízes da sua verdadeira significação.
Era assim que agias: silente, acolhias o insondável
e aguardavas, confiante, a aclaração de Deus.
Ao teu jeito, conseguiremos ‘ler’ mais adiante o que ainda não entendemos hoje.
Por agora confrontamo-nos com as contingências que nos determinam,
mas não nos subjugam.
Que este tempo de resiliência faça amanhecer uma primavera nova nas nossas vidas.
Ao teu lado redescobriremos o encanto da palavra ‘Encontro’:
quando soltamos o liame dos preconceito e dos fundamentalismos,
derrubamos os muros que nos separam em classes, colorações de pele,
motivações políticas, crenças religiosas, hierarquias aberrantes,
egocentrismos enfermiços, e nos permitimos peregrinar unicamente
com a roupagem da nossa comum e frágil humanidade.
Só com as mãos ligadas e corações estreitados, numa cumplicidade fraterna,
é possível aventurarmo-nos na travessia dos espaços e dos tempos
que nos ligam ao futuro.
Contigo, Maria, novos perfumes virão aromatizar a sequência dos dias
e colori-los de esperança.
E escutaremos um pedido que não te cansas de repetir em cada uma das tuas visitas:
“Façam tudo o que Jesus vos disser.”
Bem-vinda sejas, Maria!

P. Carlos Jorge, in VENTO NESTE CAMINHO DE PEDRAS,
de P. Carlos Jorge (textos), Carina Tavares e João Afonso (ilustrações)