Ceia Judaico-Cristã | Aconteceu a 17 de maio

Ceia Judaico-Cristã | Aconteceu a 17 de maio

Mantendo a tradição dos últimos anos, o Grupo Pedras Vivas recriou, no passado dia 17 de maio, uma ceia judaico-cristã.

Realizada no salão paroquial, a ceia decorreu com a presença de cerca de trinta convivas. Seguindo, na medida do possível, as tradições do século I, foi uma oportunidade de mergulhar na simbologia e tradições do cristianismo. O guião da ceia foi inspirado na que antecedeu a libertação do povo Judeu do Egito, que Jesus Cristo transformou no momento de excelência de partilha entre os seus discípulos.

Durante essa refeição foram os presentes convidados a partilhar as leituras, rituais e alimentos simbólicos que remetem diretamente à instituição da Eucaristia. De entre os alimentos enunciamos o cordeiro sem mancha, assado, o pão não fermentado, as ervas amargas, o vinho, componentes dessa refeição.

Cada um desses elementos tem um fundamento simbólico, histórico e espiritual que os presentes foram convidados a relembrar. Para além de reavivar a memória, foi um momento de partilha e continuidade das tradições judaica e cristã.

Não se tratou de uma encenação, mas de uma oportunidade, um convite, à reflexão sobre o Mistério da Santa Missa, comunhão na aceitação do convite de Cristo e do Seu projeto.

Por João Afonso
(texto e fotos)

Ação de Informação | Direitos e Deveres

Ação de Informação | Direitos e Deveres

No próximo dia 29 de maio, pelas 18h, no espaço da Igreja Matriz da Amadora, decorrerá uma sessão gratuita para pessoas migrantes residentes no território da Paróquia da Amadora.

A inscrição é obrigatória através do número 925 549 922. No dia da ação é favor trazer o documento de identificação.

Esta sessão é realizada no âmbito do projeto ComUnidade 2.0 – CLAIM Lisboa-Estrela, dinamizado pelo Centro Padre Alves Correia (CEPAC), com o apoio do FAMI 2030 e da União Europeia.

Código de operação: FAMI2030-FAMI-00331500
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Casais Jubilares | Inscrições até 31 maio

Casais Jubilares | Inscrições até 31 maio

O Patriarcado de Lisboa está a convidar os casais jubilares que celebram, neste ano de 2025, os 10, 25, 50, 60 ou mais anos de matrimónio católico a inscreverem-se para receberem o Diploma com a Bênção Jubilar do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.

Tal como nos últimos anos, esta iniciativa dos Casais Jubilares 2025 é promovida pela Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa e está aberta a todos os casais que celebraram o matrimónio católico há 10, 25, 50, 60 ou mais anos.

Os casais jubilares podem inscrever-se até ao fim deste mês de maio, e os diplomas serão depois enviados para as paróquias, no início do mês de junho, e entregues numa missa celebrativa, em data a anunciar por cada paróquia. “As Paróquias devem definir um dia (de preferência no dia 15 de junho, dia da Santíssima Trindade, mas pode ser outro), para uma celebração festiva onde entregarão os Diplomas aos casais jubilares”, propõe a Pastoral da Família.

“Para além disto, todos os casais jubilares estão convidados a estar presentes no dia 31 de maio (Dia Jubilar Diocesano) no Estoril, onde receberão a Bênção do Senhor Patriarca (ainda sem os Diplomas) durante a Missa campal. Haverá lugares sentados, naturalmente para pessoas mais velhas, mas não reservados para os casais jubilares”, informa ainda uma comunicação.

Dia Jubilar | 31 maio

Dia Jubilar | 31 maio

No próximo dia 31 de maio, o próximo sábado, assinala-se o Dia Jubilar Diocesano.
O programa inclui atividades diversas, durante todo o dia, com o momento alto na celebração da Eucaristia pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.

Durante a manhã será possível escolher os eventos em que participar: 

    • propostas de oração,
    • iniciativas de solidariedade,
    • conferências e workshops,
    • desafios para os mais novos,
    • eventos desportivos,
    • gestos pela terra. 

De tarde, reunimo-nos no Jardim do Estoril para um momento de celebração:

    • o teatro da Missão País e
    • a Eucaristia. 

A noite fecha com concertos e um arraial no mesmo lugar. 

Será possível estar presente durante todo o dia, ou escolher alguns momentos essenciais.
As atividades serão gratuitas.
Para todas as informações ler QR code do cartaz.

Procuramos escutar Jesus todos os dias e viver ao seu estilo?

Procuramos escutar Jesus todos os dias e viver ao seu estilo?

Jesus, naquela inolvidável ceia de despedida comida na véspera da sua morte, prometeu aos discípulos que não os deixaria sozinhos a percorrer os caminhos do mundo e da história. São palavras que podem mudar completamente a nossa perspetiva das coisas. É verdade que não é fácil, nos nossos dias, seguir os passos de Jesus. Para a maior parte dos nossos contemporâneos, os valores de Jesus não despertam um interesse significativo; soam até a algo ilógico, obsoleto, desfasado da realidade do nosso tempo. Nesse cenário, muitos discípulos de Jesus sentem-se perdidos, desanimados, com vontade de baixar os braços e de se deixar levar pela onda do facilitismo, do relativismo, da indiferença, da pressão social, do “deixar correr”. No entanto, Jesus – esse mesmo Jesus que todos os dias se senta connosco à mesa para nos alimentar com a sua Palavra e o seu Pão – diz-nos: “Quem me ama guardará a minha palavra e o meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.” Afinal, os discípulos de Jesus não estão por sua conta, abandonados à sua sorte num cenário desencorajador. Caminhamos com Jesus, abraçados pelo Pai; e Jesus continua a apontar-nos, a par e passo, o caminho que leva à vida. Temos tudo isto presente, sempre que sentimos dificuldade em entrever o sentido dos nossos passos?

A comunhão do crente com o Pai e com Jesus – fonte de vida e de esperança – não resulta de empatias rebuscadas, de construções intelectuais, de especiais práticas de piedade, da execução de determinados ritos no decorrer dos quais a vida de Deus inunda inesperadamente o coração do crente; mas resulta do “guardar a Palavra” de Jesus e do percorrer com Jesus o caminho do amor e da entrega, numa doação total a Deus e aos irmãos. Como é que cultivamos a nossa comunhão com Jesus e com o Pai? Procuramos todos os dias, neste tempo que nos tocou viver e com as condições que marcam o nosso caminho diário, escutar Jesus, entender e acolher as suas propostas, ir atrás d’Ele, viver ao seu estilo?

In site dos Dehonianos

Terço na Rua | 21 maio | Parque Central

Terço na Rua | 21 maio | Parque Central

No passado dia 21 de maio, o Parque Central da Amadora foi palco da iniciativa “Terço na Rua”, promovida pela Paróquia da Amadora ao longo do mês de maio. Esta ação comunitária reuniu pela terceira vez paroquianos e moradores locais para rezar o terço ao ar livre, num ambiente que confluiu oração, inspiradoras meditações e lindíssimos cânticos dedicados a Maria.

O Terço na Rua visa levar a oração para o espaço público, cultivando a espiritualidade e fortalecendo os laços entre os membros da comunidade.

A prática do terço, especialmente no mês de maio, mês dedicado a Maria, é uma tradição que remonta ao século XVII e é celebrada em várias paróquias portuguesas. No entanto, nos moldes em que o estamos a fazer, em que vamos para a rua, andamos por diversos pontos da cidade, reunimos tanta gente em locais improváveis à luz das velas, unidos em oração, será seguramente algo singular.

 

© PMestre

© PMestre

© PMestre

© PMestre

© PMestre

© PMestre

É curioso constatar como há pessoas que passam, algumas provavelmente vindas do trabalho, eventualmente cansadas, de regresso a casa, outras simplesmente a dar o seu passeio noturno, e param, atentas, curiosas em relação ao que está ali a acontecer. Na maioria dos casos, acabam por timidamente se juntar a nós e ficam até ao fim. Não é extraordinário? Dei por mim a pensar que esta iniciativa se reveste de um certo caráter missionário. Uma Igreja em saída, uma Igreja peregrina, uma Igreja que se reúne para lá das paredes do edifício físico. Na verdade, a Igreja somos todos nós, como nos recorda S. Paulo na Primeira Carta aos Coríntios:

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus […]?” (1 Co 3, 16)

“[…] porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” (1 Co 3, 17)

Curioso também o facto de, na passada quarta-feira, se ter assinalado precisamente um mês da partida do nosso querido e já tão saudoso Papa Francisco. Nós, ali, estávamos a honrar o seu legado e a sua memória, talvez sem nos apercebermos, ao responder ao seu repto:

“Eu não quero uma Igreja tranquila, eu quero uma Igreja missionária.”

Recordo também as palavras do Papa Francisco na sua última visita a Fátima:

“A pequena capela em que nos encontramos é como uma bela imagem da Igreja: acolhedora, sem portas. A Igreja não tem portas, para que todos possam entrar. E também aqui podemos insistir que todos podem entrar.
Porque esta é a casa da mãe e o coração de uma mãe está sempre aberto a todos os seus filhos.
Todos, todos, todos. Sem exclusão.”

Síntese magnífica do que, para o Papa Francisco, é, deve e tem de ser a Igreja:

“Todos, todos, todos!” “Sem exclusão!” “Sem portas!”

Termino, lançando a reflexão: não é verdadeiramente isto que estamos a fazer?

Por Fábio Silva