Jesus continua a vir ao nosso encontro

Jesus continua a vir ao nosso encontro

No belo texto de Mateus que a liturgia deste terceiro domingo do Advento nos propõe, o próprio Jesus apresenta-se como o Messias que veio ao mundo para cumprir as promessas de Deus, para derrotar o mal e para abrir para os homens um caudal de vida abundante. A sua presença inaugura uma nova era, um mundo onde se rasgam caminhos novos para os deserdados, os abandonados, os injustiçados, os que não conhecem a alegria, os que vivem mergulhados nas trevas, os que caminham sem esperança, os que não têm voz nem vez. Esta maravilhosa história do Messias de Deus, contada por Mateus, não é uma história vivida e cumprida num tempo já fechado, com princípio, meio e fim há mais de dois mil anos; mas é uma história que continua a escrever-se hoje, para nós que vivemos no séc. XXI. Jesus continua a vir ao nosso encontro, a inundar de vida nova o nosso mundo velho, a curar as nossas feridas, a oferecer-nos generosamente a salvação de Deus. Estamos disponíveis para O acolher? Estamos efetivamente interessados em romper as velhas cadeias que nos prendem para abraçar essa vida nova e plena que Jesus nos vem oferecer?

Jesus, depois de ter terminado o Seu caminho na terra, reentrou na glória do Pai. No entanto, quando se despediu daqueles homens e mulheres que o tinham acompanhado desde a Galileia a Jerusalém e que tinham sido testemunhas de tudo o que Ele disse e fez, pediu-lhes que fossem, no mundo, os arautos da salvação de Deus. Hoje, mais de dois mil anos depois, isto é connosco. Nós, discípulos e testemunhas de Jesus, dedicamo-nos a fazer as obras que Ele fazia? Os “cegos”, encerrados nas trevas do egoísmo e do erro, podem contar connosco para saírem da escuridão e encontrarem a luz libertadora de Deus? Os “coxos”, incapazes de caminhar sozinhos, podem contar connosco para se verem livres daquilo que os limita e os impede de ir em frente, em direção a uma vida com sentido? Os “leprosos”, marginalizados e excluídos por uma sociedade que não tem lugar para todos, podem contar connosco para serem novamente acolhidos à mesa familiar dos filhos de Deus? Os “surdos”, fechados no seu mundo de autossuficiência e de silêncio, podem contar connosco para descobrirem a beleza do diálogo e da comunhão? Os “mortos”, os que vivem mergulhados no desespero e já desistiram de viver, podem contar connosco para aprenderem a sonhar com um amanhã de esperança? Os “pobres”, privados de recursos necessários para terem uma vida digna, podem contar connosco para se defenderem da miséria que lhes rouba a dignidade? Deus pode contar connosco para curar as feridas do mundo?

In site dos Dehonianos

Vivência Comunitária de Advento 2025 – I Domingo

Vivência Comunitária de Advento 2025 – I Domingo

Os tempos de Advento e Natal são favoráveis para alinhares o teu coração e a tua vida para Jesus. Por isso podes aproveitar para te colocares numa atitude de escuta do que Jesus tem para te dizer, de O acolher com disponibilidade de coração e de O dar a conhecer aos outros. 

A campanha de Advento e Natal deste ano, orientada pelo tema “Anunciamos a vinda de Jesus”, propõe-te que olhes para o sentido missionário de várias figuras bíblicas, que anunciam e acolhem o Messias e que o seu testemunho te faça compreender e aprofundar sobre o teu papel de missionário/a nos vários contextos da vida diária: escola, trabalho, família, amigos, conhecidos, na rua, etc.

Estas figuras bíblicas inspiram-te a fazer de cada lugar e de cada momento um espaço para levares Jesus aos outros e O tornares presente em todos os lugares.

Profeta ISAÍAS – Pessoa de missão

Nascido por volta do ano 760 a.C., observou o povo oprimido por povos estrangeiros e pelas suas próprias atitudes. O mesmo povo, que já tinha experimentado o sofrimento, afastou-se de Deus. Isaías, explicou qual o caminho de ESPERANÇA para aqueles tempos, e fez o ANÚNCIO do que haveria de chegar por JESUS. No diálogo com Deus, fez-se HUMILDE, não negociou condições e Deus enviou-o em MISSÃO (Is 6,8).

 

“Vigiar” é “olhar com olhos de ver” o mundo que nos rodeia

“Vigiar” é “olhar com olhos de ver” o mundo que nos rodeia

Os evangelhos registaram, de diversas formas, uma das mais profundas preocupações de Jesus em relação aos seus discípulos: que eles, com o decorrer do tempo, deixassem enfraquecer o entusiasmo inicial, perdessem a capacidade de se sentirem provocados pelo Evangelho, se instalassem numa fé “morna” e numa religião rotineira, se acomodassem numa “zona de conforto” sem exigência nem risco, cedessem ao facilitismo e ao “deixa andar” da maioria. Por isso, Jesus não se cansava de recomendar-lhes: “vigiai”, “vivei despertos”, “estai sempre preparados”. Jesus tinha razão: o grande perigo que nos espreita é precisamente essa conformação e esse adormecimento que nos roubam a capacidade de sermos “sal da terra e luz do mundo”. O cansaço, a monotonia, a preguiça, o conformismo vão enfraquecendo a nossa decisão, o nosso compromisso, a nossa capacidade de dar testemunho profético e de nos empenharmos na construção do Reino de Deus. Enquanto discípulos de Jesus, enviados por Ele a anunciar e a construir o Reino de Deus, como nos sentimos: entusiasmados e comprometidos, ou acomodados e desanimados? Continuamos atraídos por Jesus e pelo seu projeto, ou vivemos distraídos por todo o tipo de questões secundárias? Ainda temos vontade de seguir atrás de Jesus e de viver ao seu estilo, ou vivemos tranquilamente e sem exigência, vogando simplesmente ao sabor da corrente?

“Vigiar” é, antes de mais, vivermos atentos a Deus. É procurarmos a cada instante escutar o seu chamamento, os apelos que Ele nos faz, os desafios que Ele constantemente nos deixa; é encontrarmos tempo e espaço para dialogarmos com Deus; é procurarmos compreender a vontade de Deus a nosso respeito e obedecermos àquilo que Ele nos pede; é não permitirmos que outros deuses tomem conta do nosso coração e da nossa vida. “Vigiar” é não perdermos de vista Jesus, esforçarmo-nos por viver ao seu estilo, segui-l’O sem hesitações no caminho do amor e do dom da vida; é insistirmos em ver a vida como Jesus a via, em olhar os nossos irmãos com o olhar de Jesus, em compreender o mundo com a compreensão de Jesus; é nunca desistirmos de sonhar com Jesus o “sonho” do Reino de Deus e empenharmo-nos a cada instante em torná-lo realidade; é deixarmo-nos interpelar constantemente pelo Evangelho, assentarmos a nossa vida de todos os dias sobre os valores que ele aponta. Deus é, a cada instante, o centro da nossa existência? Vivemos constantemente atentos ao caminho que Jesus nos aponta?

“Vigiar” é, também, “olhar com olhos de ver” o mundo que nos rodeia. Muitas vezes vivemos numa alegre inconsciência, anestesiados pelo nosso conforto e bem-estar, isolados no nosso pequeno mundo, sem repararmos nas realidades que nos cercam e sem nos preocuparmos com os problemas que afligem os nossos irmãos. Concentramo-nos apenas nos nossos interesses particulares, nas nossas preocupações pessoais, nos nossos projetos estreitos. Caminhamos indiferentes à sorte dos pobres, dos abandonados, dos “pequeninos”, daqueles cuja voz nunca se faz ouvir, daqueles que os acidentes da vida e a maldade dos homens atiraram para a berma da estrada da vida. Para não nos desgastarmos nem incomodarmos, preferimos ignorar tudo aquilo que desfeia o mundo e que traz sofrimento à vida dos homens. Jesus aprovaria uma opção deste tipo? Podemos alhear-nos das realidades do mundo e do sofrimento dos nossos irmãos como se isso não nos dissesse respeito?

In site dos Dehonianos

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Epifania

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Epifania

O nosso percurso ao encontro do Senhor, manifesta-se hoje como luz e salvação para todos os povos através dos Magos. Eles veem a estrela, que simboliza a luz da revelação divina, põem-se a caminho e oferecem presentes a Jesus. Os Magos eram muito atentos aos sinais e no seu íntimo sabiam que Deus lhes mostraria um deles: a estrela. Impulsionados pelo Espírito Santo, põem-se a caminho para ir ao encontro de Jesus e Jesus deixa-se encontrar, deixa-se encontrar sempre por quem O procura, mas, para O encontrar é preciso mover-se, fazer caminho. Para encontrar o Menino é preciso arriscar, mas, ao encontrar aquele Menino, ao descobrir a sua ternura e o seu amor, encontramo-nos a nós mesmos. Jesus está ali para oferecer a vida, os Magos oferecem o que carregavam nas mãos e nos seus corações. O Evangelho está cumprido quando o caminho da vida chega à doação. Dar gratuitamente, por amor do Senhor, sem esperar nada em troca: isto é sinal certo de ter encontrado Jesus, que nos diz “recebeste de graça, dá de graça.” Ele, que se fez pequenino por nós, pede-nos para oferecermos algo pelos seus irmãos mais pequeninos, que são aqueles que não têm com que retribuir. Olhemos as nossas mãos, muitas vezes vazias de amor e procuremos pensar num presente gratuito que possamos oferecer.

Diz-nos o Papa Francisco: “Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito, que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém. À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história,
derrubando os poderosos e exaltando os humildes.”

PARA PENSAR: Olhemos as nossas mãos, estão vazias ou cheias de amor? O que tenho eu para dar a quem precisa de amor? Procuro pensar em presentes gratuitos que possa oferecer a alguém? Ofereço sorrisos e abraços? Dou do meu tempo aos outros?

GESTO: Escrevo qual foi o presente mais bonito que recebi e colo no presépio da minha paróquia.

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Sagrada Família

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Sagrada Família

A Sagrada Família é modelo de quem se ajuda mutuamente a descobrir e responder afirmativamente ao plano de Deus. José, Maria e Jesus tinham como fundamento da sua vida o AMOR, experimentado na comunhão sincera, no recolhimento e na oração. Os afectos são sérios, profundos e puros, e o perdão prevalece sobre a discórdia. A dureza diária da vida era suavizada pela ternura mútua e pela serena adesão à vontade de Deus. Abrem-se à alegria de se dar, de se colocar ao serviço, de evangelizar. A Sagrada Família é para todas famílias uma autêntica escola do Evangelho. A família foi designada por Deus a tornar-se uma comunidade de vida e de amor: uma Igreja doméstica que se torna sal da terra, luz do mundo, fermento para toda a sociedade.

Diz-nos o Papa Francisco: “O presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à Sua palavra e a ponham em prática. Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua mãe, está São José que desempenha um papel muito importante na vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em prática. O coração do Presépio começou a palpitar, quando colocámos, no Natal, a figura do Menino Jesus.  Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma.”

PARA PENSAR: Respeito os meus familiares, os meus filhos, os meus pais e irmãos? Protejo-os do que os possa magoar ou pôr em perigo? Respeito as diferenças que possam surgir entre as diferentes gerações ou insurjo-me contra os mais jovens ou mais idosos? Sou afectuoso e gentil e transformo a minha casa num lar onde reina a paz? Apoio a família nas dificuldades ou demito-me das responsabilidades?

GESTO: Escrevo o meu nome de família, o meu apelido, e colo no presépio da minha paróquia.

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Semana IV

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Semana IV

Os pastores eram considerados impuros. As condições de vida a que estavam sujeitos, os lugares onde eram obrigados a permanecer, impediam-nos de cumprir as prescrições e os rituais de purificação religiosa. Neles tudo gerava desconfiança, mas é nos pastores que vemos a alegria que somos convidados a partilhar, celebrar e anunciar. Deus na sua infinita misericórdia abraça-nos – pagãos, pecadores e estrangeiros – e impele-nos a fazer o mesmo. Os pastores ensinam-nos que para encontrar Jesus é necessário saber erguer o olhar para o céu, não estar fechado em si mesmo, no próprio egoísmo, mas ter o coração e a mente abertos ao horizonte de Deus, para saber acolher e responder com prontidão e generosidade ao Seu projecto para nós. Jesus é a linha directa do amor: isto mesmo compreenderam e experimentaram os pastores naquela noite, eles que se contavam entre os marginalizados de então. O convite dos pastores a cada um de nós é o de irmos confiadamente ter com Jesus a partir daquilo em que nos sentimos marginalizados, a partir dos nossos limites, a partir dos nossos pecados. Levemos a Jesus aquilo que somos, as nossas marginalizações, as nossas feridas não curadas, os nossos pecados. Assim, saborearemos o verdadeiro espírito do Natal: a beleza de sermos amados por Deus.

Diz-nos o Papa Francisco: “Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer» (Lc 2, 15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus, os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos, graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular, que transparece de modo particular no Presépio.”

PARA PENSAR: Os pastores permanecem vigilantes, aguardam acordados, e eu? Ignoro o que se passa ao meu redor e fujo para não ter de me envolver e ter trabalho? Confio, espero e desejo que Deus chegue à minha vida ou acho que tudo depende apenas das minhas próprias forças e meios e deixo de acreditar? O meu coração está fechado ao anúncio ou permanece aberto à luz de Deus? Os pastores movem-se, arriscam por Deus mesmo sem grande habilidade para falar anunciam que nasceu, e eu, levanto-me e vou anunciar que é o Natal de Jesus?

GESTO: Escrevo o nome de alguém a quem vou visitar neste Natal e colo no presépio da minha paróquia.

AÇÃO: Colabora com os Vicentinos trazendo qualquer um dos géneros que sugerimos nas semanas anteriores. Podes deixá-los junto ao Presépio ou no cartório.