by Paróquia da Amadora | Dez 21, 2024

Estamos na última etapa do “caminho do advento”. Nestes dias que antecedem a celebração do Natal tendemos a ser apanhados pela azáfama dos preparativos para a festa, pela corrida às “prendas”, pelo protocolo dos desejos de boas festas, pelo “ruído de fundo” das luzes, dos spots comerciais, das músicas natalícias; e, no meio dessa onda de futilidade que nos submerge e que nos arrasta, podemos perder de vista o Deus que vem ter connosco. Ora, aquelas duas mulheres grávidas de esperanças – Maria e Isabel – que Lucas coloca no centro do Evangelho deste domingo convidam-nos a centrar a nossa atenção no menino que está para chegar e a acolhê-lo convenientemente: com o amor, com a alegria, com a gratidão, com o espanto que elas sentiram diante da visita de Jesus. Jesus é o centro da história da salvação, a realização plena das promessas de Deus, o “Senhor” da história (o “Kyrios”) que vestiu a nossa humanidade para nos trazer a paz. Estamos focados n’Ele? No nosso coração e na nossa vida há lugar para Ele?
Maria, depois de receber o chamamento de Deus e de aceitar ser a mãe do “Filho do Altíssimo”, pôs-se a caminho. Não fica fechada na sua casa, mergulhada na contemplação do seu estatuto de mãe de um menino que vai herdar “o trono de seu pai David” e que “reinará eternamente sobre a casa de Jacob” (Lc 1,32-33), como lhe disse o mensageiro de Deus. Transportando o Messias prometido, ela torna-se mensageira da paz. Habitada por notícias felizes, Maria faz-se “evangelizadora”. Ela leva o “Evangelho” ao encontro daqueles que esperam ansiosamente a Boa notícia da chegada libertadora de Deus. É assim que ela prepara o nascimento daquele menino que vem mudar o curso da história dos homens. Nestes dias que antecedem a celebração do nascimento de Jesus, temos sido mensageiros da paz que Jesus veio oferecer ao mundo e aos homens? Temos sido arautos da Boa notícia da chegada da salvação?
In site dos Dehonianos
by Paróquia da Amadora | Dez 19, 2024

Missa Rorate ou missa de acolhimento do Natal é assim chamada devido ao canto de entrada com um versículo do Livro de Isaías Rorate coeli desuper.
A sua origem pode ser encontrada no século XV nos países alpinos. Inicialmente, a Missa Rorate era uma missa votiva em honra de Maria (Mãe de Jesus) e era celebrada nos sá- bados de Advento. Foi também chamada “ofício angélico”, porque se lia o Evangelho da Anunciação.
A principal característica da Missa Rorate é que se celebra à luz de velas, pouco antes do amanhecer, para que, no fim da celebração, raios de sol adentrem à Igreja simbolizando o movimento da escuridão das trevas para a luz de Jesus Cristo.
Os que desejarem participar devem trazer vela (com copo, para evitar derramar cera no chão e nos bancos, cuja limpeza é difícil). Haverá velas à venda.
by Paróquia da Amadora | Dez 14, 2024
O Papa Francisco apresenta-nos o ANJO como a figura anunciadora do nascimento do Messias. Através dele, Deus anuncia ao mundo a chegada do seu Filho amado que vem para mostrar o amor que tem pelo seu povo, concretizando assim o desígnio que aquele Menino realiza. O Anjo anuncia-nos a vinda de Jesus e convida-nos a ir até à gruta onde poderemos contemplá-lo e adorá-lo.
Diz-nos o Papa Francisco: “Segundo a tradição da Igreja, todos nós temos um anjo, que nos preserva e dá conselhos, quantas vezes ouvimos aquela voz interior: – Deverias agir assim… isto não está bem… presta atenção!, é a voz deste nosso companheiro de viagem, uma espécie de enviado do Espírito Santo.”
PARA PENSAR: Qual é o testemunho que dou aos outros enquanto cristão? Como é que anuncio a Alegria e a Paz que Jesus me traz? As minhas palavras são portadoras de Esperança ou preencho os dias com lamúrias? Gosto de elogiar os outros e as suas atitudes ou sou rude nas críticas que lhes faço?
GESTO: Escrevo o nome de um vizinho e colo no presépio da minha paróquia.
AÇÃO: Colabora com os Vicentinos, da seguinte forma: traz cobertores, mantas, lençóis e atoalhados, que podes deixar junto ao Presépio ou no cartório.
by Paróquia da Amadora | Dez 8, 2024
Quando confrontados com um bebé recém-nascido deitado no lugar onde habitualmente os animais comem, sentimos um misto de revolta e incompreensão, é fácil ficarmos comovidos e emocionados. Por outro lado, há uma paz que brota daquele lugar que nos permite aceitar, compreender e até mesmo ficarmos enternecidos.
A manjedoura onde Jesus é colocado depois de nascer está carregada de simbologia, habitualmente nem lhe prestamos muita atenção, mas esta semana será ela o destaque no presépio, será o nosso foco, vamos olhá-la como se fosse o nosso coração que se vai preparando e abrindo para aconchegar Aquele que vai nascer.
Diz-nos o Papa Francisco: “A origem do Presépio fica a dever-se, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria». Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio.
Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo6, 51).”
PARA PENSAR: Qual é o meu olhar para com os outros, para com os meus vizinhos? Estou disponível para os acolher, para ouvir e ajudar? Sei aceitar as suas diferenças e compreendo-os? Em casa, na rua onde moro, na minha cidade, sou gentil, humilde e pacificador? Sou capaz de sorrir?
GESTO: Escrevo o meu nome próprio e colo no presépio da minha paróquia.
AÇÃO: Participa no projeto do 7.º ano da catequese da adolescência, ajudando os Vicentinos da seguinte forma: leva produtos de higiene (gel de banho, champô, pensos higiénicos, espuma da barba, desodorizante, pasta de dentes, escova de dentes, lâminas de barbear, amaciador de cabelo, creme corporal, etc.); produtos de limpeza (detergente da roupa, amaciador de roupa, detergente da loiça, produtos de limpeza da casa, esfregões, panos, etc.); fraldas de bebé e adulto e toalhitas. Deixa o que levas junto ao Presépio ou no cartório.
by Paróquia da Amadora | Nov 30, 2024
Por estes dias começa a correria para preparar a festa do Natal e, por isso, é importante pararmos e perguntarmos: «Como é que me preparo para o nascimento de Jesus?» Talvez uma maneira simples e eficaz de o preparar é fazermos o presépio.
Diz-nos o Papa Francisco na sua Carta Apostólica “Admirabile signum” sobre o significado do valor do presépio: “Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrir que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele.” O presépio é como o Evangelho vivo, leva a Boa Notícia aos lugares onde vivemos: aos lares, às escolas, aos locais de trabalho, aos hospitais, às prisões, às praças… Fazer o presépio significa celebrar a proximidade de Deus. Para a vivência deste Advento e Natal somos desafiados a abrir o nosso quotidiano a Deus, que quis nascer em nós e entre nós, aprofundando o sentido das figuras do presépio, aplicando as suas atitudes ao HOJE da nossa vida, na nossa casa, nas nossas atividades diárias, na VIDA da nossa cidade. Simbolicamente, iremos completar o presépio da nossa Igreja com os gestos que serão propostos cada semana.
ADVENTO — SEMANA I
Esta semana pomo-nos a caminho até ao presépio com Herodes. Quando pensamos no nascimento de Jesus, inevitavelmente, deparamo-nos com a figura de Herodes, o rei da Judeia, um homem que, embora cercado de poder e riqueza, era consumido por inseguranças e medos profundos. Herodes era o representante do Império Romano na região e vivia uma vida de luxo. Mas por dentro, ele era corroído pela desconfiança, pelo medo de perder o seu estatuto. Agarrado ao poder, viu em Jesus um rival, movido pela
inveja, em desespero, foi capaz de cometer as maiores atrocidades. Diz-nos o Papa Francisco: “O palácio de Herodes aparece muitas vezes como pano de fundo do presépio, onde ele fica fechado, surdo ao jubiloso anúncio.”
Para pensar: Qual é o meu olhar para com a cidade onde moro? De que forma olho para aqueles que vivem na minha cidade, na minha rua? Julgo e maltrato os outros? Afasto-os e quero destruir os seus projetos de vida ou quero incluí-los e torná-los parte do meu caminho?
Gesto: Escrevo o nome da rua onde moro e colo no presépio da minha paróquia.
Ação: Colabora na Campanha de Natal dos Vicentinos, da seguinte forma: traz bacalhau, azeite, óleo, latas de grão, massa, arroz ou açúcar. Deixa-os junto do Presépio ou entrega-os no cartório.