Temos sido mensageiros da paz que Jesus veio oferecer ao mundo?

Temos sido mensageiros da paz que Jesus veio oferecer ao mundo?

Estamos na última etapa do “caminho do advento”. Nestes dias que antecedem a celebração do Natal tendemos a ser apanhados pela azáfama dos preparativos para a festa, pela corrida às “prendas”, pelo protocolo dos desejos de boas festas, pelo “ruído de fundo” das luzes, dos spots comerciais, das músicas natalícias; e, no meio dessa onda de futilidade que nos submerge e que nos arrasta, podemos perder de vista o Deus que vem ter connosco. Ora, aquelas duas mulheres grávidas de esperanças – Maria e Isabel – que Lucas coloca no centro do Evangelho deste domingo convidam-nos a centrar a nossa atenção no menino que está para chegar e a acolhê-lo convenientemente: com o amor, com a alegria, com a gratidão, com o espanto que elas sentiram diante da visita de Jesus. Jesus é o centro da história da salvação, a realização plena das promessas de Deus, o “Senhor” da história (o “Kyrios”) que vestiu a nossa humanidade para nos trazer a paz. Estamos focados n’Ele? No nosso coração e na nossa vida há lugar para Ele?

Maria, depois de receber o chamamento de Deus e de aceitar ser a mãe do “Filho do Altíssimo”, pôs-se a caminho. Não fica fechada na sua casa, mergulhada na contemplação do seu estatuto de mãe de um menino que vai herdar “o trono de seu pai David” e que “reinará eternamente sobre a casa de Jacob” (Lc 1,32-33), como lhe disse o mensageiro de Deus. Transportando o Messias prometido, ela torna-se mensageira da paz. Habitada por notícias felizes, Maria faz-se “evangelizadora”. Ela leva o “Evangelho” ao encontro daqueles que esperam ansiosamente a Boa notícia da chegada libertadora de Deus. É assim que ela prepara o nascimento daquele menino que vem mudar o curso da história dos homens. Nestes dias que antecedem a celebração do nascimento de Jesus, temos sido mensageiros da paz que Jesus veio oferecer ao mundo e aos homens? Temos sido arautos da Boa notícia da chegada da salvação?

In site dos Dehonianos

Missa Rorate | 21 dez., 22h | Igreja matriz

Missa Rorate | 21 dez., 22h | Igreja matriz

Missa Rorate ou missa de acolhimento do Natal é assim chamada devido ao canto de entrada com um versículo do Livro de Isaías Rorate coeli desuper.

A sua origem pode ser encontrada no século XV nos países alpinos. Inicialmente, a Missa Rorate era uma missa votiva em honra de Maria (Mãe de Jesus) e era celebrada nos sá- bados de Advento. Foi também chamada “ofício angélico”, porque se lia o Evangelho da Anunciação.

A principal característica da Missa Rorate é que se celebra à luz de velas, pouco antes do amanhecer, para que, no fim da celebração, raios de sol adentrem à Igreja simbolizando o movimento da escuridão das trevas para a luz de Jesus Cristo.

Os que desejarem participar devem trazer vela (com copo, para evitar derramar cera no chão e nos bancos, cuja limpeza é difícil). Haverá velas à venda.

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Semana III

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Semana III

O Papa Francisco apresenta-nos o ANJO como a figura anunciadora do nascimento do Messias. Através dele, Deus anuncia ao mundo a chegada do seu Filho amado que vem para mostrar o amor que tem pelo seu povo, concretizando assim o desígnio que aquele Menino realiza. O Anjo anuncia-nos a vinda de Jesus e convida-nos a ir até à gruta onde poderemos contemplá-lo e adorá-lo.

Diz-nos o Papa Francisco: Segundo a tradição da Igreja, todos nós temos um anjo, que nos preserva e dá conselhos, quantas vezes ouvimos aquela voz interior: – Deverias agir assim… isto não está bem… presta atenção!, é a voz deste nosso companheiro de viagem, uma espécie de enviado do Espírito Santo.”

PARA PENSAR: Qual é o testemunho que dou aos outros enquanto cristão? Como é que anuncio a Alegria e a Paz que Jesus me traz? As minhas palavras são portadoras de Esperança ou preencho os dias com lamúrias? Gosto de elogiar os outros e as suas atitudes ou sou rude nas críticas que lhes faço?

GESTO: Escrevo o nome de um vizinho e colo no presépio da minha paróquia.

AÇÃO: Colabora com os Vicentinos, da seguinte forma: traz cobertores, mantas, lençóis e atoalhados, que podes deixar junto ao Presépio ou no cartório.

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Semana II

Proposta de Vivência para Advento e Natal | Semana II

Quando confrontados com um bebé recém-nascido deitado no lugar onde habitualmente os animais comem, sentimos um misto de revolta e incompreensão, é fácil ficarmos comovidos e emocionados. Por outro lado, há uma paz que brota daquele lugar que nos permite aceitar, compreender e até mesmo ficarmos enternecidos.

A manjedoura onde Jesus é colocado depois de nascer está carregada de simbologia, habitualmente nem lhe prestamos muita atenção, mas esta semana será ela o destaque no presépio, será o nosso foco, vamos olhá-la como se fosse o nosso coração que se vai preparando e abrindo para aconchegar Aquele que vai nascer.

Diz-nos o Papa Francisco: A origem do Presépio fica a dever-se, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria». Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio.
Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo6, 51).”

PARA PENSAR: Qual é o meu olhar para com os outros, para com os meus vizinhos? Estou disponível para os acolher, para ouvir e ajudar? Sei aceitar as suas diferenças e compreendo-os? Em casa, na rua onde moro, na minha cidade, sou gentil, humilde e pacificador? Sou capaz de sorrir?

GESTO: Escrevo o meu nome próprio e colo no presépio da minha paróquia.

AÇÃO: Participa no projeto do 7.º ano da catequese da adolescência, ajudando os Vicentinos da seguinte forma: leva produtos de higiene (gel de banho, champô, pensos higiénicos, espuma da barba, desodorizante, pasta de dentes, escova de dentes, lâminas de barbear, amaciador de cabelo, creme corporal, etc.); produtos de limpeza (detergente da roupa, amaciador de roupa, detergente da loiça, produtos de limpeza da casa, esfregões, panos, etc.); fraldas de bebé e adulto e toalhitas. Deixa o que levas junto ao Presépio ou no cartório.

Proposta de Vivência para Advento e Natal

Proposta de Vivência para Advento e Natal

Por estes dias começa a correria para preparar a festa do Natal e, por isso, é importante pararmos e perguntarmos: «Como é que me preparo para o nascimento de Jesus?» Talvez uma maneira simples e eficaz de o preparar é fazermos o presépio.
Diz-nos o Papa Francisco na sua Carta Apostólica “Admirabile signum” sobre o significado do valor do presépio: “
Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrir que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele.” O presépio é como o Evangelho vivo, leva a Boa Notícia aos lugares onde vivemos: aos lares, às escolas, aos locais de trabalho, aos hospitais, às prisões, às praças… Fazer o presépio significa celebrar a proximidade de Deus. Para a vivência deste Advento e Natal somos desafiados a abrir o nosso quotidiano a Deus, que quis nascer em nós e entre nós, aprofundando o sentido das figuras do presépio, aplicando as suas atitudes ao HOJE da nossa vida, na nossa casa, nas nossas atividades diárias, na VIDA da nossa cidade. Simbolicamente, iremos completar o presépio da nossa Igreja com os gestos que serão propostos cada semana.


ADVENTO — SEMANA I
Esta semana pomo-nos a caminho até ao presépio com Herodes. Quando pensamos no nascimento de Jesus, inevitavelmente, deparamo-nos com a figura de Herodes, o rei da Judeia, um homem que, embora cercado de poder e riqueza, era consumido por inseguranças e medos profundos. Herodes era o representante do Império Romano na região e vivia uma vida de luxo. Mas por dentro, ele era corroído pela desconfiança, pelo medo de perder o seu estatuto. Agarrado ao poder, viu em Jesus um rival, movido pela
inveja, em desespero, foi capaz de cometer as maiores atrocidades. Diz-nos o Papa Francisco: “
O palácio de Herodes aparece muitas vezes como pano de fundo do presépio, onde ele fica fechado, surdo ao jubiloso anúncio.”

Para pensar: Qual é o meu olhar para com a cidade onde moro? De que forma olho para aqueles que vivem na minha cidade, na minha rua? Julgo e maltrato os outros? Afasto-os e quero destruir os seus projetos de vida ou quero incluí-los e torná-los parte do meu caminho?

Gesto: Escrevo o nome da rua onde moro e colo no presépio da minha paróquia.

Ação: Colabora na Campanha de Natal dos Vicentinos, da seguinte forma: traz bacalhau, azeite, óleo, latas de grão, massa, arroz ou açúcar. Deixa-os junto do Presépio ou entrega-os no cartório.