O verdadeiro crente é aquele que procura escutar Deus a cada passo

O verdadeiro crente é aquele que procura escutar Deus a cada passo

Quando Jesus sugere aos discípulos que não se deixem apanhar pela armadilha do legalismo, está precisamente a mostrar-lhes como podem libertar-se de uma existência rasteira para “voarem mais alto”. Podemos simplesmente cumprir leis – e assim sentirmo-nos em paz com a nossa consciência – mas sem que isso envolva o nosso coração e nos leve a uma existência comprometida com as exigências de Deus; podemos limitar-nos a executar a letra da Lei, mas a passar ao lado daquilo que é realmente decisivo na construção de um mundo segundo Deus. “Cumprir as leis” é cómodo e relativamente fácil; o que é difícil é assumir plenamente as indicações de Deus e fazer com que essas indicações definam o sentido da nossa existência em todas as suas vertentes. O verdadeiro crente é aquele que, não apenas cumpre uma determinada Lei escrita factual, mas procura escutar Deus a cada passo e deixar-se conduzir em tudo pela vontade de Deus. É isso que se passa na nossa vida? Os “mandamentos” de Deus são, para nós, simples leis que olhamos de esguelha e que nos sentimos obrigados a cumprir, sob pena de receber castigos (o maior dos quais será o “inferno”), ou são indicações que nos ajudam a “voar mais alto”, a potenciar a nossa relação com Deus, a avançar no caminho que conduz à vida? O cumprimento das leis (de Deus ou da Igreja) é, para nós, uma obrigação que resulta do medo, ou o resultado lógico da opção que fizemos por Deus?

In site dos Dehonianos

Que marca deixamos no mundo?

Que marca deixamos no mundo?

Para que vivemos, cinquenta, setenta, noventa, cem anos? Que marca deixamos no mundo e na memória daqueles que se cruzam connosco no caminho da vida? A nossa ação e intervenção tem vindo a acrescentar alguma coisa à história dos homens? O que é que determina o êxito ou o fracasso da nossa existência? A nossa realização passará apenas por viver o mais comodamente possível, com um mínimo de complicações, de aborrecimentos e de contrariedades? As coisas corriqueiras e fúteis, a mediocridade e a banalidade, as diversões e os bens materiais, os prazeres e as satisfações efémeras, os triunfos e os aplausos, bastarão para dar sentido à nossa vida e para saciar a nossa sede de felicidade? Nós que encontramos Jesus, que acolhemos o seu chamamento e que nos apaixonamos pelo seu projeto, em que moldes construímos a nossa existência de forma que ela faça pleno sentido?

In site dos Dehonianos 

Bem-aventurados…

Bem-aventurados…

Dois mil anos depois de Jesus ter feito o “sermão da montanha”, as “bem-aventuranças” continuam a soar aos nossos ouvidos de uma forma estranha e paradoxal. Deixam-nos perplexos e algo desconcertados, pois apontam num sentido que parece ir contra o senso comum. Parecem subverter todas as nossas lógicas e contradizer tudo aquilo que sabemos sobre êxito e fracasso. São um desafio que ameaça todas as nossas certezas e seguranças, nossa sabedoria convencional e a nossa organização social. Poderão realmente ser um caminho para a felicidade e para a plena realização do ser humano? Jesus tem razão quando garante que a verdadeira felicidade se alcança por caminhos completamente diferentes dos que a sociedade atual propõe? As “bem-aventuranças” serão uma desculpa de fracassados, conversa de gente que não tem coragem para competir, para se impor, para triunfar, ou serão uma forma de construir um mundo diferente, mais justo, mais humano e mais fraterno? O nosso mundo ganharia alguma coisa se abandonássemos a competitividade e a luta feroz pelo êxito humano e optássemos por viver na lógica das “bem-aventuranças”? Seríamos mais livres e mais felizes se renunciássemos a certos valores que a sociedade impõe e passássemos a viver de acordo com os valores propostos por Jesus?

In site dos Dehonianos

Aceitamos ser colaboradores de Deus na construção de um mundo novo?

Aceitamos ser colaboradores de Deus na construção de um mundo novo?

Hoje como ontem, há sempre homens e mulheres que habitam “na sombria região da morte”. São as vítimas da prepotência, da maldade e da ambição dos poderosos; são os condenados à fome, à violência, à miséria, à escravatura; são aqueles que deixamos para trás, abandonados nas bermas da estrada da vida; são os despojados dos seus direitos e da sua dignidade pelo egoísmo dos seus irmãos; são aqueles que as sociedades e as igrejas ignoram e marginalizam; são aqueles que se sentem malditos e indignos, abandonados por Deus e pelos homens… A vida deles estará perdida? Deus não tem nada para lhes oferecer? É a esses que, em primeiro lugar, é dirigida a Boa Notícia que Jesus apregoou por toda a Galileia e que mandou os seus discípulos espalhar por todo o mundo: “Deus não se conforma com o vosso sofrimento e não vos abandona; Ele vem ao vosso encontro para mudar a vossa triste situação e para vos oferecer a possibilidade de viverdes uma vida nova, uma vida com sentido; Deus vai atuar para fazer nascer um mundo novo, um mundo que seja construído conforme o seu projeto”. Talvez este anúncio, diante da realidade que vemos todos os dias, nos pareça apenas uma bela quimera sem concretização… Mas Jesus não mente: a verdade é que Deus está empenhado em fazer aparecer um mundo mais justo, mais fraterno, mais humano, onde os seus queridos filhos possam viver felizes e em paz. Acreditamos que Deus está a trabalhar para fazer nascer, aqui e agora, o Reino de Deus? O que falta para que o projeto de Deus se concretize e mude a face da terra? Aceitamos ser colaboradores de Deus na construção desse mundo novo?

Jesus enlaçou o anúncio da chegada do Reino com um convite à conversão. Ele tinha razão. O Reino de Deus só será possível se fizermos uma “inversão de marcha” na nossa vida, se mudarmos os nossos esquemas e comportamentos, a nossa maneira de pensar, a nossa forma de agir, o nosso olhar sobre o mundo e sobre os nossos irmãos, os valores que colocamos no centro da nossa existência… Convertermo-nos implica despirmo-nos do egoísmo, da ambição mesquinha, da vaidade, dos tiques de autoritarismo e de intolerância; implica vencermos o comodismo, a instalação, a preguiça, a indiferença face às necessidades dos irmãos; implica a superação da autossuficiência, do isolamento, do orgulho que nos impedem de ver os nossos irmãos sofredores; implica a renúncia a qualquer tipo de violência, de dominação do outro, de compromisso com a injustiça; implica deixarmos de colocar no centro da nossa vida os bens efémeros; implica renunciarmos à mentira, à corrupção, à desonestidade, às trevas… O que é que na nossa vida, nas nossas opções, nos nossos comportamentos constitui um obstáculo à chegada do Reino de Deus?

In site dos Dehonianos

Nós escutamos e acolhemos as indicações de Jesus?

Nós escutamos e acolhemos as indicações de Jesus?

João Baptista, o “apresentador oficial” de Jesus, diz-nos que Jesus é “o Cordeiro de Deus” que veio tirar o pecado do mundo”. O que é que isso significa? Que Deus, irritado com as ofensas que Lhe fazemos, decidiu enviar alguém da sua confiança para nos controlar e para nos impor a sua vontade? Não. Deus não é um ditador cujo programa é restringir a liberdade dos seus súbditos; mas é um Pai cheio de amor, um Pai que detesta ver os seus filhos a escolher caminhos que os afastam da felicidade e da vida verdadeira. O pecado não é uma ofensa contra Deus; é uma decisão estúpida nossa, uma decisão que nos leva por caminhos sem saída. O envio de Jesus ao encontro dos homens para “tirar o pecado do mundo”, é a decisão amorosa de um Pai que quer estar sempre ao nosso lado e ajudar-nos a vencer tudo aquilo que nos destrói e nos rouba a vida. Jesus enfrentou precisamente o “pecado do mundo” — o egoísmo, a injustiça, a violência, a maldade — para nos mostrar como devemos viver para ter vida verdadeira. Jesus morreu porque decidiu enfrentar “o pecado”; mas Deus ressuscitou-O e deu-Lhe razão. A ressurreição de Jesus significa a sua vitória sobre o pecado. Nós, esses filhos e filhas que Deus quer salvar, escutamos e acolhemos as indicações de Jesus? Já percebemos que o pecado é “um mau negócio”, uma opção que não ajuda a construir uma vida com pleno sentido?

In site dos Dehonianos

Temos sido fiéis à missão do Batismo?

Temos sido fiéis à missão do Batismo?

Depois de ser batizado no rio Jordão, Jesus foi ungido pelo Espírito de Deus e abraçou, sem reticências, a missão que o Pai lhe confiava: propor e construir o Reino de Deus. Todos nós que fomos batizados em Cristo recebemos o mesmo Espírito de Deus que Ele recebeu e entramos na comunidade do Reino. No dia do nosso batismo recebemos a missão de colaborar com Jesus na construção de um mundo mais fraterno e mais humano. Temos sido fiéis a essa missão? O nosso compromisso batismal é uma realidade que procuramos renovar a cada passo, ou é letra-morta que não toca a forma como vivemos? Somos batizados “de assinatura” (porque o nosso nome aparece num qualquer livro de registos de Batismo), ou somos cristãos de facto, que procuram seguir Jesus em cada passo do caminho e colaborar com Ele no sentido de curar o mundo das suas feridas?

In site dos Dehonianos