Escolher Deus implica renunciar a tudo o que está em contradição com Ele

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“Luz” e “trevas” são, neste texto da Carta aos Efésios, duas esferas de poder capazes de tomar conta do homem e de condicionar a sua vida, as suas opções, os seus valores, os seus comportamentos. Não somos obrigados por ninguém – nem sequer por Deus – a escolher uma destas duas “ordens” em detrimento da outra: a nossa vida não é dirigida por um cego determinismo que se nos impõe, quer queiramos, quer não. Somos livres de fazer as nossas escolhas. Não somos obrigados a escolher Deus e os caminhos que Ele nos aponta; no entanto, devemos ter consciência de que escolher Deus implica renunciar a tudo aquilo que está em absoluta contradição com o mundo de Deus: o egoísmo, a mentira, a violência, o orgulho, a ambição, a vaidade, a autossuficiência. Nós, os que um dia escolhemos Deus e recebemos o batismo, optamos pela luz. Temos de viver de forma coerente com essa opção. Jesus, o Filho de Deus que veio ao encontro dos homens para lhes mostrar a realidade de Deus, indica-nos o caminho que devemos percorrer, enquanto “filhos da luz”. Nós, os que optamos por Deus e que nos comprometemos a seguir Jesus, vivemos de forma coerente com essa opção? Quais são os esquemas, comportamentos e valores que devem ser definitivamente saneados da nossa vida, a fim de que sejamos verdadeiras testemunhas da “luz”?

Para o apóstolo Paulo, não chega “viver na luz” e dar testemunho da “luz”. “Os de Deus” também têm como missão denunciar e combater – de forma aberta, decidida, frontal e corajosa – as “trevas” que desfeiam o mundo, que escravizam os homens e que causam tantas feridas no corpo e na alma dos nossos companheiros de caminhada, particularmente nos mais frágeis, nos mais pequenos, nos mais humildes. “Desperta, tu que dormes” – pede-nos o autor da Carta aos Efésios. É um apelo à vigilância, a não adormecermos, a não deixarmos correr as coisas, a não nos conformarmos com as “trevas”. Contemplemos este mundo cheio de contradições, que é a “casa” dos homens: quais são as situações de “trevas” que obscurecem os nossos horizontes e que trazem sofrimento e morte às nossas vidas e às vidas dos nossos irmãos? O que podemos pessoalmente fazer para que as “trevas” sejam vencidas e brilhe, por todo o lado, a “luz” da esperança, a luz libertadora e salvadora de Deus?

In site dos Dehonianos