Proposta para a Vivência da Quaresma 2024

Proposta para a Vivência da Quaresma 2024

6.ª SEMANA (Domingo de Ramos) RENOVAR

 

O EVANGELHO da semana diz-nos:

«Bendito o que vem em nome do Senhor!» (Mc 11, 9)

 

EXAME CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA
Esta é uma ferramenta de oração e acção para um cuidado renovado pela criação e pelos mais afectados pelos danos ambientais, poderá ser para uso individual, em grupo ou em comunidade.

 

NA RELAÇÃO COM DEUS
Dou graças a Deus que criou toda a Terra, as criaturas terrestres, os peixes do mar, as aves do céu, a água que nos refresca e dá vida e toda a humanidade? Dou graças a Deus que me moldou no ventre da minha mãe, me transformou na pessoa que sou hoje e me sustenta no dia-a-dia? Reconheço que tudo o que sou e toda a Criação que me rodeia é uma dádiva de Deus? Ao ver as alegrias e sofrimentos da Terra, das suas criaturas e das pessoas em todo o mundo, vejo também os sinais da obra de Deus e do Reino de justiça, paz e integridade da criação? Onde senti a presença de Deus na criação hoje?

 

NA RELAÇÃO COM OS OUTROS
Identifico com humildade as situações em que fiz escolhas por conveniência, egoísmo e ganância em vez de justiça ecológica e social? Peço a graça de ser alguém que escolhe ver o mundo com os olhos dos marginalizados e actua para contribuir para uma sociedade social e ecológica mais justa? Reconheço que há os povos deslocados das suas terras por causa da sua água contaminada por um sistema económico que prioriza o lucro sobre as pessoas e o bem comum? Tenho consciência de que os mais pobres e os mais frágeis vivem em bairros próximos de indústrias poluentes e sofrem com uma distribuição e consumo desigual de energia e outros serviços? Defendo as políticas ambientais que cuidem da criação e dos mais vulneráveis? Tenho gestos concretos de ajuda aos imigrantes, refugiados e vítimas de qualquer tipo de abuso? Aceito o desafio do Papa Francisco a não ignorar os gritos da Criação, dos pobres e da terra?

 

NA RELAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE
Como uso e poupo a água no meu dia a dia? Os meus padrões de consumo e gastos de energia reflectem a minha fé? Reconheço que comer é um acto de responsabilidade moral? Trato a minha comida e a minha casa com maturidade ou desperdiço comida e objectos? Tenho consciência dos lugares onde é cultivada a comida que consumo e em que condições vivem os produtores? Estou consciente da energia e da água gastas na produção da minha comida e do impacto no meio ambiente? Estou atento ao mundo em meu redor? Pratico a separação de resíduos como um acto de devoção? Que desafios ou alegrias experimento ao recordar o meu cuidado com a criação? Como posso afastar-me de uma cultura do descartável?

«Na verdade, este homem era Filho de Deus»

«Na verdade, este homem era Filho de Deus»

Ao iniciarmos a Semana Santa, a Semana Maior, a liturgia convida-nos a escutar o impressionante relato da Paixão e Morte de Jesus. O relato, inegavelmente fundamentado em acontecimentos concretos, não é uma simples reportagem jornalística da condenação à morte de um inocente; mas é, sobretudo, uma catequese destinada a apresentar Jesus como o Filho de Deus que aceita cumprir o projeto do Pai, mesmo quando esse projeto passa por um destino de cruz. Marcos pretende que os crentes a quem a catequese se destina concluam, como o centurião romano que está junto da cruz e que vê como Jesus cumpriu o plano do Pai até à última gota de sangue: “na verdade, este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39). Fica assim demonstrada a tese que Marcos, desde o início do Evangelho (cf. Mc 1,1), se propôs apresentar: Jesus, o Messias que anunciou o Reino de Deus e que os homens mataram na cruz, é o Filho de Deus.

In site dos Dehonianos

Proposta para a Vivência da Quaresma 2024

Proposta para a Vivência da Quaresma 2024

5.ª SEMANA – RECICLAR

O EVANGELHO da semana diz-nos que:

«Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto.» (Jo 12, 24)

PARA REFLEXÃO (da Laudato Si, a encíclica do Papa Francisco sobre ecologia e ambiente)

“A educação na responsabilidade ambiental pode incentivar vários comportamentos que têm incidência direta e importante no cuidado do meio ambiente, tais como evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, servir-se dos transportes públicos ou partilhar o mesmo veículo com várias pessoas, plantar árvores, apagar as luzes desnecessárias… Tudo isto faz parte duma criatividade generosa e dignificante, que põe a descoberto o melhor do ser humano. A espiritualidade cristã propõe uma forma alternativa de entender a qualidade de vida, encorajando um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de gerar profunda alegria sem estar obcecado pelo consumo. É importante adotar um antigo ensinamento, presente em distintas tradições religiosas e também na Bíblia. Trata-se da convicção de que «quanto menos, tanto mais». Com efeito, a acumulação constante de possibilidades para consumir distrai o coração e impede de dar o devido apreço a cada coisa e a cada momento. Pelo contrário, tornar-se serenamente presente diante de cada realidade, por mais pequena que seja, abre-nos muitas mais possibilidades de compreensão e realização pessoal. A espiritualidade cristã propõe um crescimento na sobriedade e uma capacidade de se alegrar com pouco. É um regresso à simplicidade que nos permite parar a saborear as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida oferece sem nos apegarmos ao que temos nem entristecermos por aquilo que não possuímos. Isto exige evitar a dinâmica do domínio e da mera acumulação de prazeres.”

 

PARA PENSAR: Reconheço que uma “cultura do descartável” deita fora não apenas coisas, mas também pessoas como “restos”?

 

O DESAFIO DA SEMANA: Não dá para reutilizar? Então renda-se à reciclagem. Cada material deve ser condicionado num coletor específico para ser reciclado de acordo com a sua natureza. Pode separar os materiais em qualquer lugar e levá-los diretamente aos centros de reciclagem ou procurar serviços de coleta que passem pela sua casa ou trabalho. Lembre-se de separar os resíduos secos, procurando guardar os objectos limpos e secos.

Sacramento da Reconciliação

Sacramento da Reconciliação

No dia 20 de março, quarta-feira, 21h30, decorrerá na igreja matriz com a pesença de vários sacerdotes.

No dia 22 de março, sexta-feira, 10h, decorrerá na Capela de Santo António, na Mina.

 

«Senhor, nós queríamos ver Jesus»

«Senhor, nós queríamos ver Jesus»

A primeira leitura deste domingo dá conta da preocupação de Deus em oferecer aos homens uma nova Aliança, capaz de fazer nascer um Homem Novo. Como é que chegamos a essa realidade do Homem Novo, de coração transformado, isto é, com um coração que sente, que decide e que age segundo os esquemas e a lógica de Deus? O Evangelho responde: é olhando para Jesus, identificando-nos com Ele, aprendendo com Ele a pôr a nossa vida ao serviço do projeto de Deus, seguindo-O no caminho da cruz. Jesus é o modelo, a referência, o exemplo para quem quer aceitar o desafio de Deus e viver na comunidade da nova Aliança. Estamos verdadeiramente decididos a conhecer Jesus, a abraçar as suas propostas, a caminhar atrás d’Ele, como discípulos, no caminho do amor, do serviço, do dom da vida?

O caminho que Jesus nos aponta – o caminho da obediência a Deus, do amor até ao extremo, da entrega total da própria vida ao serviço de Deus e dos irmãos – parece, em pleno séc. XXI, um caminho pouco atraente, pouco lógico, pouco moderno, desligado da realidade do mundo, que nos coloca à margem dos valores e realizações que marcam a história do nosso tempo. Sentimo-nos com coragem para remar contra a maré e para dar testemunho – com as nossas palavras, com os nossos gestos, com a nossa vida – do caminho de Jesus? Somos capazes de afirmar, mesmo que nos ridicularizem, persigam e condenem, a nossa profunda convicção de que a proposta de Jesus faz sentido e pode fazer nascer um mundo mais humano, mais justo, mais fraterno, mais são, mais feliz?

Jesus rejeita absolutamente o caminho da autossuficiência, do fechamento em si próprio, do egoísmo estéril, dos valores efémeros. Ele sabe bem que, na lógica de Deus, esse caminho é um caminho que produz vidas vazias e sem sentido, sofrimento e frustração, desilusão e desânimo. Quem vive exclusivamente para si próprio, quem se preocupa apenas em defender os seus interesses e perspetivas, quem se apega excessivamente a uma realização pessoal cumprida em circuitos fechados, “compra” uma existência infecunda e que não vale a pena ser vivida. Perde a oportunidade de chegar ao Homem Novo, à realização plena, à vida verdadeira, à ressurreição, à salvação. Nesta “janela de conversão” que é o tempo quaresmal, que temos de mudar na nossa vida, nos nossos valores, nos nossos comportamentos, na nossa história, para estarmos plenamente alinhados com as propostas de Jesus?

In site dos Dehonianos