by Paroquia da Amadora | Mar 14, 2026
“Luz” e “trevas” são, neste texto da Carta aos Efésios, duas esferas de poder capazes de tomar conta do homem e de condicionar a sua vida, as suas opções, os seus valores, os seus comportamentos. Não somos obrigados por ninguém – nem sequer por Deus – a escolher uma destas duas “ordens” em detrimento da outra: a nossa vida não é dirigida por um cego determinismo que se nos impõe, quer queiramos, quer não. Somos livres de fazer as nossas escolhas. Não somos obrigados a escolher Deus e os caminhos que Ele nos aponta; no entanto, devemos ter consciência de que escolher Deus implica renunciar a tudo aquilo que está em absoluta contradição com o mundo de Deus: o egoísmo, a mentira, a violência, o orgulho, a ambição, a vaidade, a autossuficiência. Nós, os que um dia escolhemos Deus e recebemos o batismo, optamos pela luz. Temos de viver de forma coerente com essa opção. Jesus, o Filho de Deus que veio ao encontro dos homens para lhes mostrar a realidade de Deus, indica-nos o caminho que devemos percorrer, enquanto “filhos da luz”. Nós, os que optamos por Deus e que nos comprometemos a seguir Jesus, vivemos de forma coerente com essa opção? Quais são os esquemas, comportamentos e valores que devem ser definitivamente saneados da nossa vida, a fim de que sejamos verdadeiras testemunhas da “luz”?
Para o apóstolo Paulo, não chega “viver na luz” e dar testemunho da “luz”. “Os de Deus” também têm como missão denunciar e combater – de forma aberta, decidida, frontal e corajosa – as “trevas” que desfeiam o mundo, que escravizam os homens e que causam tantas feridas no corpo e na alma dos nossos companheiros de caminhada, particularmente nos mais frágeis, nos mais pequenos, nos mais humildes. “Desperta, tu que dormes” – pede-nos o autor da Carta aos Efésios. É um apelo à vigilância, a não adormecermos, a não deixarmos correr as coisas, a não nos conformarmos com as “trevas”. Contemplemos este mundo cheio de contradições, que é a “casa” dos homens: quais são as situações de “trevas” que obscurecem os nossos horizontes e que trazem sofrimento e morte às nossas vidas e às vidas dos nossos irmãos? O que podemos pessoalmente fazer para que as “trevas” sejam vencidas e brilhe, por todo o lado, a “luz” da esperança, a luz libertadora e salvadora de Deus?
In site dos Dehonianos
by Paroquia da Amadora | Mar 7, 2026
A modernidade criou-nos grandes expectativas de progresso, de emancipação individual, de realização pessoal, e prometeu-nos um futuro de liberdade e felicidade através da razão, da ciência e da tecnologia. Disse-nos que tinha na manga a resposta para todas as nossas procuras e que podia responder a todas as nossas necessidades. Garantiu-nos que a vida verdadeira estava na liberdade absoluta, numa vida vivida sem o controlo de Deus; disse-nos que os avanços científicos e tecnológicos iriam tornar a nossa existência cómoda, eliminar a doença e protelar a morte; afirmou que a nossa segurança estava numa conta bancária recheada, no reconhecimento social, no êxito profissional, na adesão às indicações dos líderes de opinião, na conformação com o movimento geral das massas… No entanto, todas as nossas vitórias e conquistas não conseguem calar a nossa sede de eternidade, de plenitude, dessa “mais qualquer coisa” que nos falta para sermos, realmente, felizes e para nos sentirmos plenamente realizados. A afirmação essencial que o Evangelho de hoje faz é: só Jesus Cristo oferece a água que mata definitivamente a sede de vida e de felicidade do homem. Precisamos de escutar Jesus e de abraçar o seu projeto. O que pensamos disso? O que é que Jesus significa para nós? Ele é “a água” sem a qual não conseguimos viver? A sua proposta sacia a nossa sede de vida? O que é preciso para conseguirmos que os homens do nosso tempo aprendam a olhar para Jesus e a tomar consciência da proposta de vida plena que Ele oferece a todos?
“Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-Me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva” – diz Jesus à mulher samaritana. A “água viva” de que Jesus fala evoca imediatamente em nós a fonte batismal. Para cada um de nós, o dia do nosso batismo foi o começo de uma caminhada com Jesus… Nesse momento aderimos a Jesus e à vida que Ele oferece, acolhemos em nós o Espírito que transforma, que renova, que nos capacita para vivermos como “filhos de Deus” e que nos leva ao encontro da vida plena e definitiva. Depois disso, percorremos um caminho, fizemos opções, elegemos valores sobre os quais fundamentamos a nossa vida. A nossa vida tem sido verdadeiramente coerente com as opções que fizemos no dia em que recebemos o batismo? Temos procurado deixar-nos conduzir pelo Espírito? O compromisso que assumimos no dia em que fomos batizados é uma realidade que continua a marcar a nossa vida, os nossos gestos, os nossos valores, as nossas opções?
In site dos Dehonianos
by Daniela e Nuno Pássaro | Mar 5, 2026
Há já uns tempos, perguntámos ao nosso filho, Guilherme, o que é que os Reis Magos ofereceram ao Menino Jesus. Ele lá disse a resposta “certinha”: “Ouro, incenso e mirra.” No entanto, foi o que se seguiu que nos deixou a pensar. Perguntámos-lhe, ainda: “E tu, Gui, o que é que oferecerias ao Menino Jesus?” A esta pergunta o Guilherme respondeu, dizendo: “Eu dava Amor.” E nós questionámos: “Ah, sim e porquê?”, ao que o ele respondeu, com aquela naturalidade típica das crianças: “Porque tudo o que Ele faz é por Amor.”
Esta resposta do Gui fez-nos questionar qual é a imagem de Deus (e de Jesus) que passamos às crianças e, simultaneamente, fez-nos pensar na capacidade que elas têm de nos mostrar, na sua pureza e simplicidade, o essencial.
Por vezes – e inconscientemente – o discurso que usamos para falar de Deus às crianças tem uma conotação moralista e como consequência uma possível modelação de comportamento (apenas). No entanto, desta forma não é possível alcançar a raiz mais profunda: a das emoções e dos sentimentos. Frases como “Porta-te bem senão Deus (ou Jesus) fica muito triste contigo”, “Se não comeres a sopa, o Menino Jesus não te traz um presente” saem das nossas bocas e são um exemplo disso. Não estamos aqui para fazer nenhum juízo moral – até porque nós próprios proferimos frases semelhantes por vezes –, mas a verdade é que esta “pedagogia do medo” pode toldar um pouco a imagem que as crianças têm de Deus.
Em plena Quaresma, esta é uma oportunidade também para nós, adultos, refletirmos sobre a forma como percecionamos Deus. No Evangelho deste II Domingo da Quaresma, conhecido como o “Evangelho da Transfiguração”, Jesus sobe ao monte Tabor com os apóstolos Pedro, Tiago e João, transfigura-se diante deles e, durante essa “revelação”, ouve-se uma “voz” – é o próprio Deus que nos fala e confirma a sua essência amorosa: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O” (cf. Mt 17, 5).
Esta frase é a chave para “entendermos” Deus e para ajudarmos as crianças a “percebê-lo”. Não se trata de um Deus de quem devemos ter medo e por causa de quem, precisamente por termos medo, vamos tentar agradar sob pena de sermos castigados. Este Deus é um Pai que apenas sabe Amar. Diríamos que a diferença reside no tipo de “voz” que ouvimos e ajudamos os nossos filhos a ouvir.
A propósito desta diferença, D. José Tolentino Mendonça esclarece que: “(…) podemos viver a ouvir a voz do Senhor severo, daquele que tem expetativas desmesuradas em relação a nós, aquele cujo fantasma nos esmaga, nos trava, nos bloqueia. E a única coisa que fazemos é dizer: ‘Bem, deixa-me lá esconder isto para dar o que Ele me deu e está tudo resolvido e não me meto em problemas.’” Pois bem, esta “voz” e esta imagem de Deus podem tornar possível educar crianças muito bem-comportadas e “certinhas” porque têm “respeitinho” a Deus mas, a longo prazo, serão adultos castrados emocionalmente e inseguros.
Se, pelo contrário, mostrarmos aos nossos filhos que, como indica José Tolentino Mendonça[1]: “(…) há outra coisa completamente diferente que é cada um de nós sentir, previamente, que isto não tem a ver com méritos, com virtudes, com recompensas. Tem cada um de nós de ouvir previamente no seu coração a voz de Deus que diz: ‘Tu és a minha filha muito amada, tu és o meu filho muito amado, em ti coloco o meu amor’”, então estabelece-se uma “base segura”, a partir da qual eles poderão experimentar o mundo e, ainda que errem, serão corrigidos, mas não serão julgados. Ainda sobre esta ideia dos “méritos”, convidamos-vos, caso ainda não o tenham feito, a ouvir aqui o discurso do humorista brasileiro Gregório Duvivier, que nos lembra que devemos olhar para os nossos filhos numa lógica de dádiva e não de dívida.
De facto, o nosso Deus não é um “senhor severo” de quem devemos ter medo e a quem devemos “agradar”. Ao invés disso, porque com Ele nos encontrámos, por Ele nos sentimos amados: “Então, o nosso ponto de partida não é o medo, mas é a confiança. O nosso ponto de partida não é: ‘O que é que eu posso fazer para que Ele não me caia em cima, o que é que eu posso fazer para que Ele não me julgue, o que é que eu posso fazer para que Ele não me destrua’”, conclui D. José Tolentino Mendonça.
Nos dias que correm, nos quais cada vez mais assistimos a discursos de ódio e de punição, que se baseiam precisamente nesta “pedagogia do medo” e na ideia de que há determinadas pessoas que, por um qualquer motivo alheio às próprias, têm mais mérito e dignidade do que outras, acreditamos que é importante esclarecer as crianças (e, a bem da verdade, a toda a gente) de que essa imagem não corresponde ao nosso Deus, que é um Pai que Ama independentemente dos nossos “méritos”. Só assim, ajudaremos a formar futuros adultos que construirão uma sociedade onde todos (e cada um) têm o seu lugar. Parece-nos que é num mundo assim que queremos que eles (e todos) vivam, não é?
by Andreia e João Leite | Mar 3, 2026
Um dos rapazes teve um dia bastante complicado há pouco tempo. Por vários motivos, o dia na escola não correu da melhor forma e passou o dia bastante ansioso, sem conseguir controlar os nervos ou sequer as reações que tinha em relação a determinadas situações. Como se costuma dizer por vezes “congelou”, sem saber lidar com o que o estava a deixar assim.
No fim do dia, quando o fui buscar, falou-me sobre o que se tinha passado e como se tinha sentido. Tentei desfazer o novelo, conversando com ele sobre o que estava a sentir, como tinha conseguido reagir e que estratégias podia adotar para que isso não fosse tão impactante no seu dia e não se tornasse castrador.
Disse-me que uma das coisas que tinha feito, nos momentos em que ficou paralisado, foi começar a cantar. Eu respondi-lhe que eu própria já tinha feito o mesmo em momentos em que estava mais nervosa. Ele ficou surpreendido com a minha resposta, mas, ao mesmo tempo, percebi que se tinha sentido validado. E aí eu apercebi-me que a melhor forma que teria para o ajudar, depois de o escutar e fazê-lo sentir-se compreendido na sua fragilidade, seria dar-lhe a conhecer a minha fragilidade.
O que me fez perceber isso? O facto de também já ter passado por situações assim, em que, paralisada pelas minhas ansiedades, uma das coisas que me fez regressar, foi saber que alguém, algures, me tinha dito que já tinha passado pelo mesmo e tinha conseguido atravessar.
Desde esse dia e dessa conversa com o meu filho, que tenho refletido sobre isto… Talvez faça todo o sentido eles perceberem que também temos fragilidades. Às vezes, na ânsia irrealista de os protegermos, escondemos por completo o nosso lado menos resistente. Não estou a dizer que eles precisam de ver tudo, mas talvez possamos, aos poucos, conforme eles vão crescendo e sendo mais capazes de discernir o mundo à sua volta, levantar um pouco o véu sobre aquilo que nos torna, no fundo, mais humanos.
Pode parecer uma contradição, mas cada vez mais me convenço que é fundamental que eles percebam, desde cedo, que não somos super-heróis invencíveis.
Na verdade, e estando agora na Quaresma, foi isso que Jesus nos ensinou em todo o seu percurso e principalmente nos dias da Sua Paixão. O próprio Deus revelou-se na maior das fragilidades, morrendo na Cruz por todos nós, mostrando-nos que a face mais amável do ser humano é precisamente a sua Humanidade. Revelando ao mundo, em aparente contrassenso, que a nossa fragilidade é, simultaneamente, motivo de inquietude e caminho de salvação.
Assim sendo, revelando isto aos nossos filhos, eles saberão compreender que esta fragilidade humana, de que os pais também “padecem”, não só não é sinal de derrota, mas é sobretudo força para superação.
Andreia
by Padre Fernando R. da Fonseca, SCJ | Mar 2, 2026
Na tradição cristã, a Quaresma não é apenas um período de privação de alimentos, mas um tempo de profunda vida no Espírito, centrado na purificação da alma e no crescimento espiritual em preparação da Páscoa.
Os objetivos espirituais da Quaresma podem ser expressos com palavras ligeiramente diferentes, mas todas se referem a temas centrados na penitência em vista da conversão ou renovação, e na preparação para a celebração do Mistério Pascal, o tempo mais significativo do calendário litúrgico cristão.
O essencial da vida cristã está na união a Cristo no seu amor ao Pai e aos homens. A Quaresma é um tempo propício para nos renovarmos nessa união e nesse amor, utilizando os meios que a Igreja nos propõe: Penitência e Conversão, Jejum e Abstinência, Oração e Meditação, Caridade e Esmola, Renúncia e Simplicidade, Renovação das promessas batismais.
Penitência e Conversão
A penitência convida-nos a refletir sobre os atos que nos afastam de Cristo, sobre as nossas fraquezas e pecados no acolhimento e na vivência do seu amor. O nosso esforço de conversão não é outra coisa senão voltar-nos para o Crucificado de Lado aberto e Coração trespassado, para acolhermos o seu amor, que repara em nós os efeitos do pecado, e nos envolve na sua obra de redenção no coração do mundo. Ajudam à conversão a prática do exame de consciência, a confissão dos pecados e a renovação dos nossos compromissos de vida cristã.
Jejum e Abstinência
O jejum e a abstinência ajudam-nos a disciplinar o corpo, mas também nos permitem concentrar-nos no essencial da vida cristã: aproximar-nos mais de Cristo e de Deus Pai; aproximar-nos mais do próximo, dando maior atenção aos pequenos e aos que sofrem.
Oração e Meditação
A meditação da Sagrada Escritura, a oração mais intensa, a participação nas celebrações litúrgicas e nas práticas devocionais, como a Via-sacra, ajudam-nos a contemplar os Mistérios de Cristo para compreendermos o seu amor e crescermos na união com Ele no seu amor ao Pai e aos homens.
Caridade e Esmola
O mesmo se diga da caridade e da esmola ou, mais globalmente da prática das obras de misericórdia, recomendadas neste tempo santo, que nos ajudam a crescer na união com o Senhor. A verdadeira espiritualidade manifesta-se na atenção, no amor e no serviço ao próximo: “O que fizestes a um destes pequeninos, foi a Mim que o fizestes” (Mt 25, 40).
Renúncia e Simplicidade
A renúncia aos prazeres materiais e a busca da simplicidade de vida também nos ajudam a aprofundar a nossa união a Cristo e o nosso relacionamento com Deus Pai, a libertar-nos dos impedimentos que dificultam o nosso crescimento na união ao Senhor e no seu amor oblativo ao Pai e aos homens até ao fim. E para além do fim:
“Vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o Lado com a lança e logo saiu sangue e água.” (Jo 19, 33-34).
Renovação das promessas batismais
A tradição litúrgica romana associa a vivência da Quaresma à renovação das promessas batismais. Somos encorajados a fazer memória do nosso batismo, a renovarmos os nossos compromissos com Deus e redescobrirmos a graça da sua nova vida em Cristo e com Cristo.
O propósito final da Quaresma é preparar-nos para a celebração da Ressurreição de Jesus Cristo e para vivermos a nossa própria ressurreição com Ele para uma vida nova, com uma transformação interior que nos permita participar mais profundamente no mistério da fé cristã e na ação amorosa de Cristo no coração do mundo, para Glória e Alegria de Deus e redenção da Humanidade. Numa meditação para o início da Quaresma, o Padre Dehon escreve:
“Jesus não nos dá apenas o segredo da sua força que é o amor, mas também nos ensina os meios para alimentar e fazer crescer em nós esse amor: a oração, a meditação da Sagrada Escritura, a solidão, o jejum. Eram as ocupações de Nosso Senhor no deserto; era assim que o seu divino Coração se preparava para as tentações que tinha decidido suportar para nosso ensinamento. São essas as virtudes que a Igreja nos convida a praticar durante o tempo santo da Quaresma, para crescermos no amor e na força, e para assumirmos uma vida nova na celebração dos grandes mistérios da Redenção” (L. Dehon, ASC 218).
by Paroquia da Amadora | Fev 28, 2026
‘Com Jesus, ao deserto’ é a proposta quaresmal para enfrentar as tentações do nosso tempo
“Ao longo desta Quaresma, serão promovidos quatro encontros, em diferentes pontos da diocese, que conjugarão oração e reflexão, precisamente sobre as tentações que hoje mais desafiam a fé, a família, os jovens e a própria Igreja”, anunciou o Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, na Mensagem para a Quaresma de 2026. Conheça as datas e os locais dos encontros “Com Jesus, ao deserto – Discernir as tentações do nosso tempo à luz do Evangelho”, que vão decorrer nas noites de sexta-feira.
O Patriarcado de Lisboa está a organizar quatro encontros de Quaresma, que vão decorrer na cidade de Lisboa, nas Caldas da Rainha, em Miraflores e na Póvoa de Santo Adrião, nas noites de 27 de fevereiro e 6, 13 e 20 de março.
Os encontros quaresmais vão ter início sempre às 21h e contam com a participação do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, que vai manter um diálogo com um convidado a anunciar durante a semana do encontro. Pelas 21h45, tem lugar um tempo de adoração ao Santíssimo e confissões. O encontro termina pelas 22h30, com a bênção do Santíssimo.
Segundo a organização, os encontros de Quaresma ‘Com Jesus, ao deserto’ propõem um caminho de reflexão e oração à luz das tentações de Jesus no deserto e dos desafios concretos do nosso tempo.
“A Quaresma é o tempo em que a Igreja, conduzida pelo Espírito, acompanha Jesus no deserto para aí aprender a verdade do coração humano e a força da graça. As tentações não são episódios do passado, mas lugares permanentes de discernimento, onde se decide a fidelidade a Deus e a forma concreta de viver a fé no mundo. Ao propor este itinerário quaresmal, convida-se a reconhecer que as grandes provações do nosso tempo – na fé, na família, nos jovens e na própria Igreja – não se vencem com estratégias ou discursos, mas na intimidade com Cristo, na escuta da sua Palavra e na conversão do coração. Estes encontros pretendem, assim, ser um caminho de lucidez espiritual e de esperança ativa: olhar as tentações de frente, nomeá-las com verdade, e aprender, com Jesus, a transformá-las em ocasião de maturidade cristã, de renovação e de missão”, refere uma nota.
Os encontros “Com Jesus, ao deserto – Discernir as tentações do nosso tempo à luz do Evangelho” têm entrada livre e são abertos a toda a diocese.
ENCONTROS DE QUARESMA “COM JESUS, AO DESERTO”
“Tentações à fé: Crer quando Deus parece ausente”
Dia 27 de fevereiro, às 21h | Igreja de Santa Joana Princesa
“Tentações à família: Ser família num mundo em mudança”
Dia 6 de março, às 21h | Paróquia de Caldas da Rainha
“Tentações aos jovens: Escolher quando tudo é provisório”
Dia 13 de março, às 21h | Igreja de Miraflores
“Tentações à Igreja: Servir sem ceder ao poder ou ao medo”
Dia 20 de março, às 21h | Paróquia da Póvoa de Santo Adrião
Programa de cada sessão:
21h00 | Diálogo do Patriarca de Lisboa com o convidado
21h45 | Tempo de adoração ao Santíssimo e confissões
22h30 | Bênção do Santíssimo e conclusão