Que culto prestamos a Deus?

Que culto prestamos a Deus?

Jesus denunciou, nos átrios externos do templo de Jerusalém, uma religião estéril e mentirosa, construída à volta de um folclore de gestos que Deus não apreciava e que, afinal, não mudavam o coração dos crentes. Qual é o verdadeiro culto que Deus espera de nós? Ao contrário do que possamos pensar, Deus não aprecia os nossos rituais litúrgicos cheios de pompa e circunstância que, no entanto, acabam por ser “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”, pois não têm implicações na nossa vida nem alteram a nossa forma de estar no mundo. O culto que Deus aprecia é uma vida vivida na escuta das suas propostas e traduzida em gestos concretos de doação, de entrega, de serviço simples e humilde aos irmãos. Quando somos capazes de sair do nosso comodismo e da nossa autossuficiência para ir ao encontro do pobre, do marginalizado, do estrangeiro, do doente, estamos a dar a resposta “litúrgica” adequada ao amor e à generosidade de Deus para connosco. Que culto prestamos a Deus?

In site dos Dehonianos

A morte é um acontecimento inevitável

A morte é um acontecimento inevitável

A Celebração dos fiéis defuntos é uma solenidade que tem um valor profundamente teológico, porque chama a atenção para todo o mistério da existência humana, das suas origens até ao fim e para além também. A novidade introduzida pela fé é a esperança: nós cristãos acreditamos num Deus, que não é apenas Criador, mas também Juiz. Logo, Deus é também é um Juiz! O seu juízo vai para além do tempo e do espaço, numa vida após a morte e na vida eterna, na qual o Reino de Deus se realiza plenamente. O julgamento do Senhor será duplo: além de responder individualmente às nossas ações, no fim dos tempos, seremos chamados a responder-lhes também como humanidade. Se morrermos em Cristo, porque vivemos a nossa vida em comunhão com Ele, seremos admitidos na Comunhão dos Santos.

A morte é um acontecimento inevitável. Cada um de nós pode entender isto pela própria experiência pessoal. Segundo a visão cristã, porém, não é considerada um facto natural. Pelo contrário, é o oposto da vontade de Deus! Graças à vitória de Cristo sobre a morte, podemos superar o medo que temos dela e a dor que sentimos quando atinge alguém que está próximo de nós. Enfim, para o cristão, não há distinção entre vivos e mortos, porque nem os mortos são “mortos”, mas “defuntos”, ou seja, “privados das funções terrenas”, à espera de serem transformados pela Ressurreição. 

In Vatican News

A misericórdia de Deus poderá resgatar de uma vida suja

A misericórdia de Deus poderá resgatar de uma vida suja

A parábola do fariseu e do publicano não é sobre viver bem ou viver mal, realizar boas obras ou realizar más obras, ter comportamentos corretos ou ter comportamentos incorretos em relação à Lei religiosa, ou civil; mas é sobre a atitude do homem — de qualquer homem, independentemente das suas ações — face a Deus. Um dos protagonistas — aquele que pertence ao partido dos fariseus — apresenta-se diante de Deus cheio de si próprio, seguro dos seus méritos, plenamente satisfeito com aquilo que é. A sua atitude diante de Deus é de orgulho e de autossuficiência: ele não precisa dos favores de Deus, pois tem feito tudo aquilo que lhe compete fazer e ainda mais. O outro — o cobrador de impostos — sente-se indigno e pecador, pois sabe que a sua vida está marcada pela ganância e pelas inúmeras injustiças que cometeu contra os seus irmãos. Está consciente de que só a misericórdia de Deus o poderá resgatar de uma vida suja e maldita. Reconhece a sua fraqueza e coloca-se humildemente nas mãos de Deus. Jesus, ao contar esta parábola, deixa claro qual é a atitude que o verdadeiro crente deve assumir diante de Deus. Independentemente das nossas boas ou más ações, com qual destes homens nos identificamos? Quando nos apresentamos diante de Deus e Lhe falamos da nossa vida, o que Lhe dizemos? Sentimos que a balança que contém os nossos méritos e os nossos débitos está claramente inclinada a nosso favor? Ousamos lembrar a Deus o nosso “comportamento exemplar” (que nem sempre é assim tão exemplar) e ficamos à espera que Ele nos pague convenientemente? 

In site dos Dehonianos

 

Deus não fica indiferente às nossas súplicas

Deus não fica indiferente às nossas súplicas

Como interpretar esta parábola? Onde é que Jesus quer chegar? A explicação vem logo a seguir. Jesus pede aos seus ouvintes que façam um esforço e que comparem o juiz injusto com Deus: “Escutai o que diz o juiz iníquo! E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa”. É claro que Jesus não está a dizer que Deus é, como o juiz da parábola, alguém prepotente e injusto. Está a garantir-nos que Deus não fica indiferente às nossas súplicas: se até um juiz sem coração é capaz, apesar da sua relutância, de atender os pedidos de uma viúva sem poder nem influência, Deus – que é justo, que tem coração, que defende sempre os pobres e débeis, que ama os seus filhos com amor de pai e de mãe – não será capaz de escutar o que Lhe dizemos e não fará tudo para corresponder aos pedidos que Lhe fazemos? 

In site dos Dehonianos

 

Jesus traz uma proposta de salvação

Jesus traz uma proposta de salvação

Aqueles dez leprosos que esperavam Jesus à entrada de uma povoação situada “entre a Samaria e a Galileia” são a imagem de uma humanidade que se arrasta pelos caminhos da vida, ferida pela miséria, pela marginalização, pela solidão, pela indiferença dos seus irmãos; são a imagem de tantos homens e mulheres magoados, atirados para as bermas da vida e da história, que não encontram resposta para os seus males nas estruturas oficiais de apoio e que parecem condenados a terminar em becos sem saída; são a imagem daqueles que se sentem sujos pelo pecado, pelas opções erradas, por faltas que lhes pesam na consciência e que lhes parecem sem perdão. Para todos esses, o evangelista Lucas tem uma Boa Notícia: Deus não os abandona, Deus não os esquece, Deus olha-os com “compaixão”, Deus quer salvá-los. Jesus traz-lhes uma proposta de salvação, vinda de Deus. Para ficarem limpos dessa “lepra” que lhes rouba a vida, a dignidade e a capacidade de viverem como seres humanos, devem encontrar-se com Jesus, escutar a Sua Palavra, seguirem em frente na direção que Ele indicar. Algures ao longo do caminho irão reencontrar a sua dignidade, a sua humanidade e tornar-se-ão pessoas novas. Todos nós que, em tantos momentos da nossa vida, nos sentimos sujos, feridos, doentes, indignos, marginais, estamos dispostos a ir ter com Jesus, a acolher as indicações que Ele tem para nos dar, a percorrer um caminho de transformação e de conversão que nos leve em direção a uma vida nova? 

In site dos Dehonianos

 

Que milagres pode fazer a minha fé?

Que milagres pode fazer a minha fé?

A “fé” é, antes de mais, a adesão à pessoa de Jesus Cristo e ao seu projeto. Posso dizer, de facto, que é a “fé” que conduz e que anima a minha vida? Jesus é o eixo central à volta do qual se constrói a minha existência? É Jesus que marca o ritmo e a cor das minhas opções e dos meus projetos.

O “Reino” é uma realidade sempre “a fazer-se”; mas apresentam-se, com frequência, situações de injustiça, de violência, de egoísmo, de sofrimento, de morte, que impedem a concretização do “Reino”. Como é que eu — homem ou mulher de fé — ajo, nessas circunstâncias? A minha “fé” em Jesus conduz-me a um empenho concreto pelo “Reino” e entusiasma-me a lutar contra tudo o que impede a concretização do “Reino”? A minha “fé” nota-se nos meus gestos? Há algo de novo à minha volta pelo facto de eu ter aderido a Jesus e pelo facto de eu estar a percorrer o “caminho do Reino”? Quais são os “milagres” que a minha “fé” pode fazer?

Nós, homens, somos, com frequência, muito ciosos dos nossos direitos, dos nossos créditos, daquilo que nos devem pelas nossas boas ações. Quando transportamos isto para a relação com Deus, construímos um deus que não é mais do que um contabilista, que escreve nos seus livros os nossos créditos e os nossos débitos, a fim de nos pagar religiosamente, de acordo com os nossos merecimentos… Na realidade — diz-nos o Evangelho de hoje — não podemos exigir nada de Deus:
existimos para cumprir, humildemente, o papel que Ele nos confia, para acolher os seus dons e para O louvar pelo seu amor. É nesta atitude que o discípulo de Jesus deve estar sempre.

In site dos Dehonianos