Agrupamento 55 | Ajuda após a intempérie

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Hoje foi um daqueles dias que nos marcam. Um dia de cansaço, de lama e de improviso… mas sobretudo de serviço e humanidade.
Quando nos disponibilizamos para ajudar, nunca sabemos bem o que vamos encontrar.
Saímos da Amadora rumo a Leiria prontos para ajudar onde e como fosse necessário.
Acabámos por mudar o percurso para Ferreira do Zêzere por ter menos meios do que Leiria.
Chegámos e deparámo‑nos com uma realidade assustadora.
Mãos à obra: o nosso trabalho consistiu sobretudo em receber pedidos de ajuda no centro de operações, deslocarmo‑nos ao local e tentar remediar as casas das pessoas para aguentarem a noite chuvosa que aí vem.
Depois, de volta ao centro… e siga para outra.
Ajudámos um total de três famílias e uma senhora que vivia sozinha.
Pelo meio, ajudámos também a descarregar bens e a organizá‑los.
Agora, do meu ponto de vista pessoal:
Saí de lá com uma ansiedade enorme pelo que ficou por fazer, mas também de coração cheio.
Ver o alívio das pessoas ao perceberem que a ajuda afinal tinha chegado é algo que não se explica.
Não éramos os melhores, mas éramos os disponíveis, e bastou.
Para além disso, o orgulho de ver o nosso movimento de mangas arregaçadas a trabalhar e a ser reconhecido pelo que fez foi enorme.
Almoçar ao lado das forças de segurança, dos bombeiros e do exército, ser convidado a visitar o posto de comando e as comunicações móveis, e sentir a confiança de que nós iríamos resolver aquelas situações… Que orgulho!

Terça-feira planeamos ir novamente, não minto é exaustivo, mas muito gratificante!

Por Carlos Cravo